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domingo, 9 de agosto de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: CRASE - TREINANDO PARA PROVA

(VUNESP - 2021 - SES - PB - Auxiliar Administrativo) A frase elaborada com base no texto apresenta o sinal indicativo de crase corretamente empregado em: 

A) Mas Rodolfo, e quanto à uma colocação em sua empresa?

B) Mas Rodolfo, você não vai dar à mim uma oportunidade?

C) Mas Rodolfo, estou à espera de um emprego há tempos!

D) Mas Rodolfo, graças à seu apoio eu poderia trabalhar...

E) Mas Rodolfo, eu me dedicarei à trabalhar muito por sua empresa!


Gabarito: afirmativa C. Pois é a única que está de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa. A frase está construída de forma correta. Vejamos: 

Mas Rodolfo, estou à espera de um emprego há tempos!

Na frase acima, o sinal indicativo de crase é obrigatório por estarmos diante de uma locução prepositiva feminina. A expressão à espera de é uma locução formada por uma preposição "a" e o substantivo feminino "espera".

Pela regra geral, locuções prepositivas, conjuntivas ou adverbiais formadas por palavras femininas exigem o acento grave indicativo de crase. Exemplos:

1. Estou à procura de aprovação num concurso público.

2. Estamos à disposição de vocês. 

3. Os fãs ficaram à espreita, aguardando a banda.

Analisemos os demais itens:

A) Incorreto. Antes de pronome indefinido (um, uma, uns, umas, mim, comigo...) não tem sinal indicativo de crase:

1. Fomos a uma festa ontem. 

2. Entreguei o livro a um colega.

3. Ela obedeceu a mim.


B) Errado. Antes de pronomes pessoais (do caso reto ou do caso oblíquo) não se usa crase. Ora, a crase é a união da preposição "a" com o artigo feminino "a" (ou "as"). Os pronomes pessoais (como eu, tu, ele, ela, mim, ti) não aceitam artigo antes deles. Logo, se não existe o artigo feminino, ocorre apenas a preposição "a", e o uso do acento grave (à) fica incorreto:

1. Entreguei o documento a ela. 

D) Falso. O uso da crase antes de pronome possessivo feminino singular é facultativo (opcional), desde que a palavra regente exija a preposição "a":

Fiz referência à minha professora./ Fiz referência a minha professora. 

Se o pronome possessivo estiver no plural, ocorre a obrigatoriedade do artigo caso a regência exija a preposição e, portanto, há crase: 

Teci elogios às nossas colegas.

Mas se for pronome possessivo masculino (como no exemplo da questão), é proibido o uso de crase. Em regra, não se usa crase antes de palavra masculina, pois não há artigo feminino "a" nesses casos:

Fui a meu consultório.

E) Incorreto. Os verbos não aceitam artigo feminino antes deles, assim, antes de verbo não utilizamos crase:

1. Começamos a estudar.

2. Estamos a esperar a convocação.


Fonte: anotações pessoais e Google IA.

(As imagens acima foram copiadas do link Images Google.) 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: PRONOMES - COMO VEM EM CONCURSO

(FEPESE - 2026 - InvestSC - Agente Administrativo - Analista Administrativo) No trecho abaixo retirado do Texto:

“Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, as pulses têm papel relevante na alimentação e na nutrição dos brasileiros. […] Ele destacou que o governo atua para incentivar a produção […]”.

O pronome “Ele” exerce a função de:

A) pronome de tratamento que substitui formal mente o cargo de ministro.

B) pronome pessoal do caso reto que retoma, por coesão referencial, o termo “Carlos Fávaro”.

C) pronome pessoal do caso oblíquo que retoma o sujeito da oração anterior “Carlos Fávaro”. 

D) pronome relativo que introduz uma oração subordinada explicativa.

E) pronome indefinido que generaliza o referente no contexto.


Gabarito: item B, cuja explicação está em consonância com a norma culta da Língua Portuguesa Vejamos:

No trecho apresentado, o pronome "Ele":

É um pronome pessoal do caso reto, assim como eu, tu, ele(a), nós, vós, eles(as).

Está exercendo a função de sujeito do verbo "destacou".

Retoma o referente mencionado anteriormente: Carlos Fávaro.

Essa retomada de um termo já citado no texto é um mecanismo de coesão referencial, evitando a repetição do nome.

Analisemos as demais alternativas:

A) Errada. Como explicado alhures, o pronome "Ele" não é pronome de tratamento. Como já estudado aqui no blog Oficina de Ideias 54, são exemplos de pronomes de tratamento: senhor, senhora, dona, senhorita e você; Vossa Excelência; Vossa Senhoria; Vossa Magnificência; Padre; Vossa Majestade; Vossa Alteza. 


C) A banca examinadora considerou esta alternativa incorreta, talvez porque a "B" está mais completa. "Ele" tanto é pronome pessoal do caso reto, quanto do caso oblíquo. Os pronomes oblíquos se dividem em átonos: me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, os, as, se, lhes; e tônicos: mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, si, consigo, nós, conosco, vós, convosco, eles, elas, si, consigo.

D) Falsa. "Ele" não é pronome relativo. Como exemplos de pronomes relativos, temos: que, quem, cujo, onde, o(a) qual, os(as) quais, cujo(a), cujos(as) etc.

E) Incorreto.  "Ele" não é pronome indefinido. "Ele" identifica claramente o referente (Carlos Fávaro), diferentemente de um pronome indefinido, que se refere à 3ª pessoa do discurso de forma vaga, genérica (generaliza) e imprecisa. Exemplos de pronomes indefinidos: variáveis: algum/alguns, nenhum/nenhuns, todo/todos, muito/muitos, pouco/poucos, outro/outros, certo/certos, quanto/quantos, qualquer/quaisquer; invariáveis: alguém, ninguém, algo, nada, tudo, outrem, cada, quem.

Dica: Sempre que aparecer "ele", "ela", "eles" e "elas" retomando alguém ou algo já mencionado, a banca costuma cobrar:

Pronome pessoal do caso reto;

Função de coesão referencial anafórica (retoma um termo anterior).

Obs.: não colocamos o texto na íntegra porque entendemos que o fragmento apresentado possuía informações suficientemente claras para responder à questão.


Fonte: anotações pessoais, Toda Matéria  e QConcursos.

(As imagens acima foram copiadas do link Sarah Turner.)