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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

VI. APÊNDICE: A HISTÓRIA CONTINUA (XI)


32 Javé acusa as nações - 26 Então pensei:

"Vou reduzi-los a pó,

e apagar sua memória do meio

dos homens".

27 Mas eu temi a arrogância dos inimigos,

a má interpretação dos adversários.

Eles diriam: "Nossa mão venceu,

não foi Javé quem fez isso".

28 Porque é uma nação sem juízo

e que não tem inteligência.

29 Se fossem sábios, entenderiam tudo isso

e saberiam discernir o seu futuro.

30 Como pode um homem sozinho

perseguir mil,

e dois pôr em fuga dez mil?

Não é porque sua Rocha os vendeu

e porque Javé os entregou?

31 Sim, a rocha deles não é 

como a nossa Rocha

e nossos inimigos podem atestar.

32 Pois a vinha deles é vinha de Sodoma

e vem das plantações de Gomorra;

suas uvas são uvas venenosas

e seus cachos são amargos.

33 O vinho deles é veneno de serpente,

violenta peçonha de cobras.   

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 32, versículo 26 a 33 (Dt. 32, 26 - 33)

Explicando Deuteronômio 32, 26 - 33.

DEUS havia chamado uma nação estrangeira para julgar Israel. Mas a nação estrangeira não entendeu que devia ser apenas um instrumento da justiça de Javé, e acabou cometendo outra injustiça. 

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 235

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

VI. APÊNDICE: A HISTÓRIA CONTINUA (X)


32 DEUS corrige Israel - 19 Javé viu tudo,

ficou enfurecido,

e rejeitou seus filhos e suas filhas.

20 Ele disse: "Vou esconder deles

o meu rosto

e ver qual será o seu futuro".

21 Eles provocaram meu ciúme

com um deus falso,

e me irritaram com seus ídolos vazios.

Por isso vou provocar o ciúme deles

com um povo falso,

vou irritá-los com uma nação idiota.

22 O fogo da minha ira está ardendo

e vai queimar até a mansão dos mortos;

vai devorar a terra e seus produtos, 

e abrasar o alicerce das montanhas.

23 Vou acumular males sobre eles

e contra eles vou esgotar

as minhas flechas.

24 Ficarão enfraquecidos pela fome,

consumidos por febres e pestes violentas.

Mandarei contra eles os dentes das feras

com o veneno das serpentes do deserto.

25 Fora, a espada levará seus filhos 

e, dentro o terror se instalará.

Todos perecerão: o jovem e a donzela,

a criança de peito e o velho

de cabelos brancos.   

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 32, versículo 19 a 25 (Dt. 32, 19 - 25)

Explicando Deuteronômio 32, 19 - 25.

Abandonado por Israel, Javé também o abandonará, e se servirá de outro povo para puni-lo. Deixando o DEUS da Justiça, Israel torna-se vítima das nações que servem aos ídolos da injustiça ("povo falso").

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 235.

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.) 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

VI. APÊNDICE: A HISTÓRIA CONTINUA (IX)


32 Israel abandonou a DEUS - 15 Jacó comeu 

e ficou satisfeito,

Jesurun engordou e deu coices

- ficou gordo, robusto e corpulento -

rejeitou o DEUS que o fizera,

desprezou sua Rocha salvadora.

16 Eles lhe provocaram o ciúme

com deuses estranhos

e o irritaram com suas abominações.

17 Sacrificaram a demônios, falsos deuses,

a deuses que não haviam conhecido,

deuses novos, recentemente chegados,

que seus antepassados não temiam.

18 Você desprezou a Rocha que o gerou

e esqueceu o DEUS que lhe deu a vida.    

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 32, versículo 15 a 18 (Dt. 32, 15 - 18).

Explicando Deuteronômio 32, 15 - 18.

Aos benefícios concedidos por Javé, Israel respondeu com infidelidade, abandonando a Javé para servir os falsos deuses. Quem abandona o DEUS da justiça, doador de liberdade e vida, inevitavelmente começa a servir os deuses falsos da riqueza e do poder, que se alimentam de exploração e opressão. 

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 234.

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.)  

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

VI. APÊNDICE: A HISTÓRIA CONTINUA (VIII)


32 DEUS beneficiou Israel - 7 Recorde

os dias se foram,

repasse gerações e gerações.

Pergunte a seu pai e ele contará,

interrogue os anciãos e eles lhe dirão.

8 Quando o Altíssimo repartia as nações

e quando espalhava os filhos de Adão,

ele marcou fronteiras para os povos, 

conforme o número dos filhos de DEUS.

9 Mas a parte de Javé foi o seu povo,

o lote da sua herança foi Jacó.

10 Ele o encontrou numa terra árida,

num deserto solitário e cheio de uivos.

Cercou-o, cuidou dele e o guardou

com carinho,

como se fosse a menina de seus olhos.

11 Como águia que cuida do seu ninho

e revoa por cima dos filhotes,

ele o tomou, estendendo suas asas,

e o carregou em cima de suas pernas.

12 O único a conduzi-lo foi Javé.

Nenhum deus estrangeiro

o acompanhou.

13 Ele o colocou sobre os montes

e o alimentou com produtos do campo.

Ele o criou com mel silvestre,

e com óleo de uma dura pedreira;

14 com coalhada de vaca e leite de ovelha,

gordura de carneiros e cordeiros;

com manadas de Basã e cabritos, 

com flor da farinha de trigo

e o sangue da uva, que bebe fermentado.  

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 32, versículo 07 a 14 (Dt. 32, 07 - 14)

Explicando Deuteronômio 32, 07 - 14.

A história de Israel é uma longa série de benefícios que Javé fez por esse povo. De um grupo marginalizado entre as nações, Javé formou seu povo próprio, libertando-o da escravidão ("terra deserta") e levando-o para a terra da vida ("terra fértil"). Israel deve sua história a Javé, e não aos ídolos (v. 12). 

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 234

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.) 

domingo, 28 de dezembro de 2025

VI. APÊNDICE: A HISTÓRIA CONTINUA (VII)


32 Israel se corrompeu - 5 Os filhos 

degenerados pecaram contra ele,

são uma geração depravada e pervertida.

6 É isso que vocês devolvem a Javé,

povo idiota e sem sabedoria?

Ele não é o pai e criador de vocês?

Ele próprio fez você e o sustentou.

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 32, versículo 05 a 06 (Dt. 32, 05 - 06)

Explicando Deuteronômio 32, 05 - 06

Israel é filho degenerado, porque abandonou Javé para seguir o caminho da injustiça. Através do êxodo e da aliança, Javé se tornou o pai e criador do povo, libertando-o da escravidão.

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 234

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.) 

sábado, 27 de dezembro de 2025

VI. APÊNDICE: A HISTÓRIA CONTINUA (VI)

1. Cântico de Moisés:

a aliança da história


32 DEUS é Justiça - 1 Escute, ó céu, que eu falarei.

Ouça, ó terra, as palavras da minha boca.

2 Desça como chuva meu ensinamento

e minha palavra se espalhe

como orvalho;

como chuvisco sobre relva macia

e aguaceiro em grama verdejante.

3 Vou proclamar o nome de Javé,

e vocês engrandeçam o nosso DEUS.

4 Ele é a Rocha, e sua obra é perfeita,

porque toda a sua conduta é o Direito.

É DEUS fiel e sem injustiça:

Ele é a Justiça e a Retidão. 

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 32, versículo 01 a 04 (Dt. 32, 01 - 04)

Explicando Deuteronômio 32, 01 - 04.

Diante de toda a criação, começa o julgamento. A primeira parte apresenta quem é Javé: o único DEUS digno de confiança ("Rocha"). Ele é a Justiça e o Direito, porque intervém na história para construir uma sociedade nova, a partir da libertação do pobre e do oprimido. 

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 234

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.) 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

VI. APÊNDICE: A HISTÓRIA CONTINUA (V)


31 O povo diante do julgamento - 28 Moisés continuou: "Reúnam junto a mim todos os anciãos das tribos e os oficiais, para que eu recite estas palavras na presença deles, e tome o céu e a terra como testemunhas contra eles.

29 Porque eu sei que depois da minha morte vocês vão se corromper completamente, desviando-se do caminho que lhes ordenei. Então o mal lhes acontecerá no futuro, porque vocês terão praticado o que Javé reprova, irritando-o com as nações de vocês".

30 Então Moisés recitou até o fim, na presença de toda a assembleia de Israel, o seguinte cântico: 

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 31, versículo 28 a 30 (Dt. 31, 28 - 30).

Explicando Deuteronômio 31, 14 - 23. 28 - 30.

Estão juntos o líder do êxodo e o líder da instalação na terra prometida. O cântico de Moisés (cap. 32) é, na realidade, uma leitura da história na terra, mostrando a fidelidade de Javé e a infidelidade de Israel.

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 233.

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

LIBERDADE RELIGIOSA NO AMBIENTE DE TRABALHO - ANÁLISE DE CASO CONCRETO

Dicas para cidadãos, trabalhadores e concurseiros de plantão.


EMENTA: DIREITO DO TRABALHO. LIBERDADE RELIGIOSA NO AMBIENTE DE TRABALHO. PRÁTICAS RELIGIOSAS IMPOSITIVAS. DANO MORAL. 

I. CASO EM EXAME: O reclamante alegou que era compelido a participar de orações em grupo realizadas no ambiente de trabalho. A reclamada, embora tenha admitido a realização de orações, sustentou que a participação era facultativa e restrita ao setor operacional, do qual o reclamante fazia parte. Além disso, o autor pleiteia indenização por dano moral decorrente da imposição de práticas religiosas no ambiente laboral e sua dispensa sem justa causa. 

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO: O cerne da controvérsia é a análise da alegada imposição de práticas religiosas no ambiente de trabalho e a verificação de eventual dano moral em decorrência da violação ao direito de liberdade de crença e religião, garantido pela Constituição Federal. 


III. RAZÕES DE DECIDIR: 

Liberdade de crença e religião no ambiente de trabalho: O art. 5º, VI e VIII, da Constituição Federal assegura a inviolabilidade da liberdade de crença e o direito de não ser privado de direitos por motivo de crença religiosa ou convicção filosófica. No ambiente de trabalho, deve-se garantir a neutralidade em relação a práticas religiosas, a fim de evitar qualquer forma de coação ou constrangimento aos trabalhadores. 

Dano moral: A imposição de práticas religiosas, ainda que supostamente facultativas, no ambiente laboral viola a liberdade religiosa do reclamante, configurando dano moral. A pressão social e a expectativa de participação, promovidas pela empresa, podem criar um ambiente coercitivo, resultando em constrangimento e lesão à dignidade do trabalhador. Fica, portanto, caracterizado o dano moral, passível de reparação.

Fixação do valor da indenização: A indenização por danos morais deve observar os critérios de proporcionalidade e razoabilidade, levando em consideração a gravidade do dano e o caráter pedagógico da condenação. No presente caso, fixou-se a indenização em R$ 5.000,00 (cinco mil reais), quantia justa e adequada. (...)


Da Liberdade de Crença e Religião no Ambiente de Trabalho 

A Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, VI, assegura a liberdade de crença, garantindo que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. Além disso, o art. 5º, VIII, da Carta Magna, reforça que ninguém será privado de direitos por motivo de crença ou de exercício de práticas religiosas. Esses dispositivos asseguram que a liberdade religiosa é um direito fundamental e inviolável. 

No ambiente de trabalho, é necessário que haja o respeito à diversidade de crenças e à liberdade de convicção de cada empregado. O espaço de trabalho deve ser neutro em relação a práticas religiosas, de modo a garantir que todos possam exercer suas funções sem constrangimento ou coação de qualquer natureza. 

A jurisprudência trabalhista tem se manifestado de forma clara no sentido de que práticas religiosas em ambiente de trabalho não são apropriadas, uma vez que podem gerar constrangimento e violação da liberdade religiosa. Mesmo que a participação em orações seja alegadamente facultativa, a simples imposição da presença ou a expectativa de que os empregados participem pode configurar pressão indevida sobre aqueles que não compartilham da mesma fé. (TRT/8: Acórdão ROT 357-51.2024.5.08.0111. Rel. Des. Carlos Zahlouth Jr. Quarta Turma. Data de Julgamento: Publicado em 09/10/2024.)

(As imagens acima foram copiadas do link Kim Kardashian.) 

VI. APÊNDICE: A HISTÓRIA CONTINUA (IV)


31 Este livro é um testemunho - 24 Quando acabou de escrever num livro toda esta Lei, 25 Moisés ordenou aos levitas que carregavam a arca da aliança de Javé:

26 "Peguem este livro da Lei e o coloquem ao lado da arca da aliança de Javé seu DEUS. Ele ficará aí como testemunho contra você, 27 porque eu conheço bem o espírito rebelde e a cabeça dura que você tem.

Se vocês se revoltam contra Javé enquanto ainda estou vivo, o que acontecerá depois da minha morte?"  

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 31, versículo 24 a 27 (Dt. 31, 24 - 27).

Explicando Deuteronômio 31, 24 - 27.

A arca da aliança é o símbolo da presença de Javé. Colocado junto à arca, o Deuteronômio se tornará um testemunho contra o povo, se este não praticar a justiça aí ensinada (cf. 6,20).

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 233.

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.) 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS: LIBERDADE RELIGIOSA - COMO VEM EM CONCURSO

(FGV - 2025 - ENAM - Exame Nacional da Magistratura - ENAM - 2025.2) Em uma sociedade empresária, a jornada estipulada contratualmente para os empregados é de 2ª a 6ª feira, das 9 às 18 horas, com intervalo de 1 hora para refeição. O empregador ainda determinou que às 17h45 todos devem obrigatoriamente encerrar suas atividades profissionais e se deslocar para o refeitório da sociedade empresária, onde é realizado um culto ecumênico que dura 15 minutos.

Considerando esses fatos, as normas e os princípios constitucionais, assinale a afirmativa correta.

A) Está dentro do poder diretivo do empregador determinar a participação no culto, mesmo porque é realizado dentro da carga horária de trabalho.

B) Os empregados não podem ser obrigados a participar e não precisam justificar a ausência no culto, tratando-se de abuso do poder diretivo.

C) Todos devem participar porque ecumenismo significa a congregação de pessoas de diferentes credos ou ideologias, o que estimula o respeito e a tolerância.

D) Somente os empregados que se declararem ateus poderão deixar de participar do culto, sendo que a falsidade na informação poderá ensejar a dispensa por justa causa.

E) Tratando-se de atividade estranha à do empregado, mesmo que realizada durante o horário de serviço, a participação obrigatória no culto deverá ser paga como hora extra porque se equipara ao tempo que está à disposição do empregador.


GABARITO: alternativa B. Os empregados não podem ser obrigados a participar de culto religioso por imposição do empregador. Tal medida é uma violação à liberdade de consciência e de crença. 

Ora, a chamada liberdade religiosa possui natureza de direito fundamental, com eficácia também nas relações privadas. Desta feita, o empregador deve organizar o ambiente de trabalho de modo a respeitar essa esfera de liberdade. 

Por conseguinte, a recusa do trabalhador em participar do culto religioso no ambiente laboral constitui exercício legítimo de direito fundamental, não havendo, sequer, necessidade de justificar a ausência, pois não se trata de falta funcional, mas de proteção contra abuso do poder diretivo. 

A este respeito, vejamos importante julgado do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT/9): 

EMENTA: LIBERDADE RELIGIOSA – PODER DIRETIVO DO EMPREGADOR – IMPOSIÇÃO DE CRENÇA RELIGIOSA AO TRABALHADOR – DANO MORAL DEVIDO. A imposição de crença religiosa ao empregador a seu empregado, obrigando-o à frequência a culto religioso, ultrapassa o poder diretivo empresarial e a subordinação jurídica à qual está vinculado o trabalhador, gerando a obrigação de pagamento desse tempo como labor extraordinário, além de indenização por danos morais em decorrência da violação da liberdade de religião, garantida pelos arts. 5º, VI, da Constituição Federal e 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. (TRT/9: Acórdão ROT 0000212-39.2017.5.09.0684. Rel.: Des. Paulo Ricardo Pozzolo. Data de Julgamento: 03/07/2019.)

Ver também Oficina de Ideias 54.


Vejamos as demais letras: 

A) ERRADA. O poder diretivo do empregador não é absoluto. A Constituição Federal assegura a liberdade de consciência e de crença, compreendendo também o direito de não participar de qualquer culto ou manifestação religiosa (direito negativo). Ora, configura violação a esta dimensão negativa da liberdade religiosa (direito de não crer ou de não cultuar) a determinação para que todos encerrem as atividades e se dirijam obrigatoriamente ao culto, ainda que dentro da jornada e sem acréscimo de horário. Tal ingerência atinge diretamente a esfera íntima do empregado e extrapola o poder de direção, tornando-se abusiva.

C) INCORRETA. O fato de o culto ser “ecumênico” não elimina a violação. Ecumenismo significa tentativa de aproximação ou integração entre diferentes credos, mas, mesmo assim, continua sendo prática religiosa. O empregado tem o direito de não praticar religião alguma nem participar de qualquer ato de culto, ainda que em ambiente supostamente plural. A imposição de participação obrigatória continua sendo incompatível com a liberdade de consciência e de crença e com a dignidade da pessoa humana.

D) FALSA. A proteção constitucional não se limita a pessoas que se declarem ateias. Ela alcança crentes, agnósticos, ateus e qualquer pessoa que não queira aderir a determinado culto. Exigir declaração de ateísmo para afastar a obrigatoriedade de participação fere a liberdade de consciência (que inclui crenças religiosas, convicções filosóficas e políticas) e ainda subordina o exercício do direito à revelação de uma convicção íntima. Além do mais, cogitar dispensa por justa causa por “falsidade” nessa declaração é completamente incompatível com a proteção de direitos fundamentais no ambiente de trabalho.


E) INCORRETA. Na medida em que durante o culto o empregado continua à disposição do empregador, dentro da jornada normal de trabalho, não há que se falar em pagamento de horas extras pelo simples fato de o culto ser atividade estranha à função. A questão central não é remuneratória, mas de violação de direito fundamental. O problema jurídico é a obrigatoriedade de participar de ato religioso, e não a falta de pagamento de tempo extra. Como no caso hipotético a jornada é de 9h às 18h, com 1 hora de intervalo, esses 15 minutos já estão dentro das 8 horas normais, sem extrapolação temporal que caracterizasse hora extra.

Excelente questão. 😊

Fonte: anotações pessoais e QCOncursos.

(As imagens acima foram copiadas do link Lisa Ann.) 

VI. APÊNDICE: A HISTÓRIA CONTINUA (III)


31 O cântico do julgamento - 14 Então Javé disse a Moisés: "O dia da sua morte está chegando. Chame Josué e apresentem-se na tenda da reunião, para que eu dê a ele as minhas ordens". Moisés e Josué foram à tenda da reunião.

15 Javé apareceu na tenda numa coluna de nuvem, que se colocou à entrada da tenda.

16 Javé disse a Moisés: "Veja! Você vai descansar com os seus antepassados, e este povo se prostituirá com os deuses da terra estrangeira onde está para entrar. Ele vai me abandonar, rompendo a aliança que fiz com eles.

17 Nesse dia, minha cólera se inflamará contra o povo, e eu os abandonarei, e esconderei deles a minha face. Então ele será devorado, e muitos males e desgraças o atingirão. E nesse dia o povo dirá: 'DEUS não está mais comigo. É por isso que essas desgraças me atingiram'.

18 Sim, nesse dia eu esconderei a minha face, por causa de todo o mal que o povo terá feito ao se voltar para outros deuses.

19 Agora escrevam em cântico e o ensinem aos israelitas.

20 Quando eu tiver introduzido o povo na terra onde corre leite e mel, que eu prometi dar a seus antepassados, ele comerá até ficar satisfeito, engordará e se voltará para outros deuses e os servirá, desprezando-me e rompendo a minha aliança.

21 Por isso, quando muitos males e desgraças o tiverem atingido, este cântico deporá contra ele como testemunho, porque não será esquecido pelos seus descendentes. Conheço bem o projeto que ele está fazendo hoje, antes mesmo que eu o introduz na terra que prometi".

22 Nesse mesmo dia, Moisés escreveu este cântico e o ensinou aos israelitas.

23 Então Javé ordenou a Josué, filho de Nun: "Seja forte e corajoso! Pois você introduzirá os israelitas na terra que eu lhes prometi. Eu estarei sempre com você".  

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 31, versículo 14 a 23 (Dt. 31, 14 - 23)

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.) 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

VI. APÊNDICE: A HISTÓRIA CONTINUA (II)


31 Manter viva a consciência do projeto - 9 Então Moisés escreveu esta Lei e a entregou aos sacerdotes levitas, que carregavam a arca da aliança de Javé, e também a todos os anciãos de Israel.

10 E Moisés lhes ordenou: "No fim de cada sete anos, no ano da remissão, durante a festa das Tendas, 11 quando todo o Israel vier apresentar-se diante de Javé seu DEUS, no lugar que ele tiver escolhido, você proclamará esta Lei a todo o Israel.

12 Reúna o povo, homens e mulheres, as crianças e o imigrante que está em suas cidades, para que ouçam e aprendam a temer a Javé, o DEUS de vocês, e coloquem em prática todas as palavras desta Lei.

13 E seus filhos que ainda não sabem, ouvirão e aprenderão a temer a javé, o DEUS de vocês, todos os dias em que viverem na terra, da qual vocês tomarão posse ao atravessar o Jordão".  

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 31, versículo 09 a 13 (Dt. 31, 09 - 13)

Explicando Deuteronômio 31, 09 - 13.

A leitura periódica desse grande projeto de uma nova sociedade procura manter viva a consciência do projeto e sustentar a luta para realizá-lo. Note-se que o Deuteronômio todo é um aprendizado do "temor de Javé" (v. 12, cf. nota em 8,6-20).

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 232

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.)  

domingo, 21 de dezembro de 2025

VI. APÊNDICE: A HISTÓRIA CONTINUA (I)


31 Um novo líder - 1 Moisés falou essas palavras a todo o Israel.

2 Depois acrescentou: "Hoje eu estou com cento e vinte anos. Não posso mais ser chefe, e Javé me disse: 'Você não atravessará o rio Jordão'.

3 Quem vai à frente de você é o próprio Javé seu DEUS. Ele destruirá essas nações que estão na sua frente e as conquistará. Josué irá à frente de você, conforme disse Javé.

4 E Javé tratará essas nações da maneira como tratou Seon e Og, os reis amorreus e a terra deles, que ele reduziu a ruínas.

5 Javé entregará essas nações, e vocês as tratarão conforme os mandamentos que lhes ordenei.

6 Sejam fortes e corajosos! Não tenham medo, nem fiquem apavorados diante delas, porque Javé seu DEUS é quem vai com você. Ele não o deixará, e jamais o abandonará". 

7 Então Moisés chamou Josué e, na presença de todo o Israel, disse a ele: "Seja forte e corajoso! Pois você entrará com todo este povo na terra que Javé prometeu dar a seus antepassados, e você repartirá a herança entre eles.

8 O próprio Javé irá à sua frente. Ele estará com você; não o deixará, e jamais o abandonará. Não tenha medo, nem se acovarde".

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 31, versículo 01 a 08 (Dt. 31, 01 - 08).   

Explicando Deuteronômio 31, 01 - 08.

A designação de Josué como líder do povo já prepara a narração do livro de Josué. Note-se que as instruções dadas ao povo (v. 6) e a Josué (vv. 7-8) são as mesmas: o chefe não está acima de ninguém; sua função é ser mediador entre DEUS e o povo.

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 232.   

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.) 

sábado, 20 de dezembro de 2025

V. TERCEIRO DISCURSO DE MOISÉS: ESCOLHER ENTRE A VIDA E A MORTE (VIII)


30 Escolher entre a vida e a morte - 15 "Veja: hoje eu estou colocando diante de você a vida e a felicidade, a morte e a desgraça.

16 Se você obedecer aos mandamentos de Javé seu DEUS, que hoje lhe ordeno, amando a Javé seu DEUS, andando em seus caminhos e observando os seus mandamentos, estatutos e normas, você viverá e se multiplicará.

Javé seu DEUS o abençoará na terra onde você está entrando para tomar posse dela.

17 Todavia, se o seu coração se desviar e você não obedecer, se você se deixar seduzir e adorar e servir a outros deuses, 18 eu hoje lhe declaro: é certo que vocês perecerão! 

Vocês não prolongarão seus dias sobre a terra, onde estão entrando, ao atravessar o Jordão, para dela tomar posse.

19 Hoje eu tomo o céu e a terra como testemunhas contra vocês: eu lhe propus a vida ou a morte, a bênção ou a maldição. Escolha, portanto, a vida, para que você e seus descendentes possam viver, 20 amando a Javé seu DEUS, obedecendo-lhe e apegando-se a ele, porque ele é a sua vida e o prolongamento de seus dias.

Desse modo você poderá habitar sobre a terra que Javé jurou dar a seus antepassados Abraão, Isaac e Jacó". 

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 30, versículo 15 a 20 (Dt. 30, 15 - 20)

Explicando Deuteronômio 30, 15 - 20.

A vida e a morte, a felicidade e a desgraça dependem da opção histórica que o povo faz entre Javé, o DEUS da liberdade e da vida, e os ídolos, que produzem escravidão e morte. O Deuteronômio primitivo termina com este apelo forte: "Escolha a vida... amando a Javé seu DEUS... porque ele é a sua vida e o prolongamento de seus dias".

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 232

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.) 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

V. TERCEIRO DISCURSO DE MOISÉS: ESCOLHER ENTRE A VIDA E A MORTE (VII)


30 Não há como se desculpar - 11 "Este mandamento que hoje lhe ordeno não é muito difícil, nem está fora do seu alcance.

12 Ele não está no céu, para que você fique perguntando: 'Quem subirá por nós até o céu para trazê-lo a nós, a fim de que possamos ouvi-lo e colocá-lo em prática?'

13 Também não está no além-mar, para que você fique perguntando: 'Quem atravessará por nós o mar, para trazer esse mandamento a nós, a fim de que possamos ouvi-lo e colocá-lo em prática?'

14 Sim, essa palavra está ao seu alcance: está na sua boca e no seu coração, para que você a coloque em prática".       

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 30, versículo 11 a 14 (Dt. 30, 11 - 14)

Explicando Deuteronômio 30, 11 - 14.

O Deuteronômio projeta o caminho de uma sociedade fraterna e igualitária: a justiça. O povo não pode desculpar-se perguntando: "O que devo fazer?" O caminho já está a seu alcance. Basta meditar nele, mudar a consciência e organizar a prática.

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 232

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

V. TERCEIRO DISCURSO DE MOISÉS: ESCOLHER ENTRE A VIDA E A MORTE (VI)


30 Nem tudo está perdido - 1 "Quando se cumprirem todas essas palavras em você, isto é, a bênção e a maldição que eu lhe propus, e você meditar nelas, vivendo no meio de todas as nações para onde Javé seu DEUS o tiver expulsado, 2 então você se converterá, de todo o seu coração e de toda a sua alma para Javé seu DEUS; você e seus filhos obedecerão a ele, conforme eu lhe ordeno hoje.

3 Então Javé seu DEUS se compadecerá de você e mudará a sua sorte. Javé seu DEUS voltará atrás e reunirá você de todos os povos, entre os quais ele o havia espalhado.

4 Ainda que você tivesse sido expulso para o fim do mundo, daí Javé seu DEUS o reuniria e daí o tomaria 5 para o introduzir novamente na terra que seus antepassados possuíram, a fim de que você a possua.

Ele fará você feliz e o multiplicará ainda mais que os seus antepassados.

6 Javé seu DEUS circuncidará o seu coração e o coração dos seus descendentes, para que você ame a Javé seu DEUS com todo o coração e com toda a alma, e viva.

7 Javé seu DEUS fará recair todas essas maldições sobre os inimigos, sobre os que odiaram e perseguiram você.

8 Quanto a você, volte a obedecer a Javé seu DEUS, colocando em prática todos os mandamentos dele, que eu hoje lhe ordeno. 

9 Javé seu DEUS fará prosperar as iniciativas suas, o fruto do seu ventre, o fruto dos seus animais e o fruto do seu solo. Porque Javé voltará a ter prazer com a felicidade de você, assim como tinha prazer com a felicidade de seus antepassados.

10 A condição, porém, é que você obedeça a Javé seu DEUS, observando-lhe os mandamentos e estatutos escritos neste livro da Lei, e que você se converta com todo o coração e com toda a alma para Javé seu DEUS".    

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 30, versículo 01 a 10 (Dt. 30, 01-10)

Explicando Deuteronômio 30, 01 - 10.

O texto é da época do exílio. A infidelidade causou as maldições anunciadas em 28,15-68. Tudo perdido? Não. Abre-se uma esperança: o povo deve meditar sobre a experiência histórica, converter-se novamente para Javé e obedecer-lhe radicalmente. Então o processo histórico mudará: o povo será novamente reunido, tomará posse da terra e terá um novo tempo de bênçãos (cf. nota em 29,8-14).

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 231.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

V. TERCEIRO DISCURSO DE MOISÉS: ESCOLHER ENTRE A VIDA E A MORTE (V)


29 Praticar a justiça - 28 "As coisas escondidas pertencem a Javé nosso DEUS; as coisas reveladas, porém, pertencem para sempre a nós e a nossos filhos, para colocarmos em prática todas as palavras desta Lei". 

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 29, versículo 28 (Dt. 29, 28).

Explicando Deuteronômio 29, 28.

As "coisas escondidas" são o mistério de DEUS e a maneira como ele dirige a história. A Bíblia não nos mostra o que DEUS é em si, mas o que ele quer, ou seja: que a humanidade aprenda o caminho da justiça e construa uma relação social fraterna e igualitária.

O Deuteronômio procura indicar o caminho para essa justiça. Mas não basta saber; é preciso colocar em prática. 

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 231.

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

V. TERCEIRO DISCURSO DE MOISÉS: ESCOLHER ENTRE A VIDA E A MORTE (IV)


29 O castigo da infidelidade - 21 "A geração futura, os filhos que virão depois de vocês e o estrangeiro vindo de uma terra distante, verão as pragas desta terra e as doenças com que Javé a castigará:

22 enxofre e sal, terra queimada onde não se semeia e nada brota nem cresce, catástrofe como a de Sodoma e Gomorra, Adama e Seboim, que Javé destruiu em sua ira e furor.

23 Todas as nações perguntarão: 'Por que Javé agiu assim com esta terra? O que significa o ardor de tão grande ira?'

24 E responderão: 'É porque eles abandonaram a aliança que Javé, DEUS de seus antepassados, tinha feito com eles, quando os tirou do Egito.

25 Eles foram servir a outros deuses e os adoraram, deuses que eles não conheciam e que Javé não lhes tinha dado.

26 Então a ira de Javé se inflamou contra esta terra, fazendo cair sobre ela todas as maldições escritas neste livro.

27 Javé os arrancou da própria terra, com ira, furor e grande indignação, e os atirou em outra terra, como hoje se pode ver'".    

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 29, versículo 21 a 27 (Dt. 29, 21 - 27)

Explicando Deuteronômio 29, 21 - 27.

A infidelidade à aliança trará infalivelmente a ruína de Israel. Cf. nota em 28,15-68.

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 231.

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

V. TERCEIRO DISCURSO DE MOISÉS: ESCOLHER ENTRE A VIDA E A MORTE (III)


29 Condição fundamental: servir a Javé - 15 "Vocês sabem que habitamos lá no Egito e de que modo atravessamos aquelas nações.

16 Vocês viram as abominações e os ídolos delas, feitos de madeira, de pedra, de prata e de ouro.

17 Que não haja entre vocês homem ou mulher, clã ou tribo, cujo coração se desvie hoje de Javé nosso DEUS, para servir os deuses daquelas nações. Que não haja entre vocês raízes que produzam plantas venenosas ou amargas.

18 Portanto, ouvindo as palavras deste pacto sob condição, alguém poderá felicitar a si próprio, dizendo: 'Vou ter paz, mesmo que ande conforme a dureza do meu coração, pois a abundância de água fará minha sede desaparecer'.

19 Nesse caso, Javé jamais consentirá em perdoá-lo. Pelo contrário, sua ira e ciúme se inflamarão contra tal homem, caindo sobre ele toda a maldição escrita neste livro. E Javé apagará o nome dele debaixo do céu.

20 Para a perdição dele, Javé o separará de todas as tribos de Israel, conforme as maldições da aliança, escritas neste livro da Lei".    

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 29, versículo 15 a 20 (Dt. 29, 15 - 20).

Explicando Deuteronômio 29, 15 - 20.

No momento da Aliança, é relembrada a condição fundamental: abandonar os ídolos das nações, para servir unicamente a Javé, o DEUS que gera liberdade e vida para todos. O maior desvio da Aliança seria afirmar teoricamente o culto a Javé, e na vida prática servir a outros deuses.

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 230.

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domingo, 7 de dezembro de 2025

V. TERCEIRO DISCURSO DE MOISÉS: ESCOLHER ENTRE A VIDA E A MORTE (II)


29 Aliar-se com DEUS - 8 "Observem as palavras desta aliança e as ponham em prática, para serem bem sucedidos em tudo quanto fizerem.

9 Vocês se apresentaram hoje diante de Javé seu DEUS, os chefes de suas tribos, os anciãos, os oficiais e todos os homens de Israel, 10 com as crianças e mulheres, inclusive o imigrante que está no seu acampamento, desde aquele que corta a madeira até aquele que tira a água para você, 11 a fim de entrar na aliança de Javé seu DEUS e aceitar o pacto sob condição, que Javé seu DEUS assume hoje com você.

12 Desse modo, ele hoje vai constituir você como povo dele, e ele mesmo se tornará o DEUS de você, conforme lhe falou e havia prometido a seus antepassados Abraão, Isaac e Jacó.

13 Não é somente com vocês que estou concluindo esta aliança e este pacto sob condição.

14 Eu estou concluindo esta aliança com aquele que está aqui conosco, hoje, diante de Javé nosso DEUS, e também com aquele que não está aqui conosco hoje".  

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral (Paulus, 1998), Antigo Testamento, Livro do Deuteronômio, capítulo 29, versículo 08 a 14 (Dt. 29, 08 - 14).

Explicando Deuteronômio 29, 08 - 14.

A aliança com o DEUS libertador engloba o povo todo, todas as categorias de pessoas e permanece aberta às gerações futuras ("aquele que não está aqui conosco hoje"). Javé se torna o DEUS de Israel, e Israel se torna o povo de DEUS. A condição é colocar em prática toda a legislação do Deuteronômio ("pacto sob condição").

Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 230.

(A imagem acima foi copiada do link Oficina de Ideias 54.)