quarta-feira, 24 de junho de 2009

DESASTRE AÉREO NO RN


"Era uma manhã como outra qualquer no Aeroporto Internacional
Augusto Severo, Parnamirim - RN. O tempo estava ensolarado, poucas nuvens
apareciam no céu e uma brisa agradável soprava pelas instalações.
O carnaval já havia passado, as férias escolares também, e as festas
de fim de ano estavam longe. O movimento no aeroporto encontrava-se
abaixo do normal. Funcionários de alguns setores estavam, literalmente,
de braços cruzados. "Que monotonia", alguém reclama, "nada de
emocionante acontece por aqui..." Bastou o insatisfeito fechar a boca
e uma forte explosão - que pôde ser ouvida a quilômetros de distância - sacudiu a
estrutura física do aeroporto.
O deslocamento de ar oriundo da explosão estilhaçou as vidraças da
sala de espera e de algumas lojas, além de danificar vários carros que
estavam no estacionamento. Funcionários e passageiros que passeavam
pelo saquão foram arremessados a vários metros de distância. À explosão
seguiram-se gritos de dor e desespero. Ninguém sabia ao certo o que
estava acontecendo. O pânico foi generalizado.
Próximo dali, na pista de aterrisagem/decolagem estava a causa daquele
pandemônio: um avião Airbus A330, que não conseguiu completar a manobra
de decolagem, espatifou-se na pista".


O acontecimento descrito acima é fictício. Ainda estamos assustados com a tragédia que acometeu o voo 447 da Air France... Mas se uma acidente aéreo
dessa magnitude acontecesse no Aeroporto de Parnamirim, o aparato
potiguar de emergência teria condições de controlar a situação? E a
assistência psicológica aos parentes das vítimas, como ficaria?
Segundo Carlos Antônio da Silva, funcionário da INFRAERO, o Aeroporto
Internacional Augusto Severo atende às normas de segurança e procedimentos
de emergência de acordo com normas internacionais.
"O aeroporto dispõe de um plano de emergência. Se ocorrer algum
sinistro, a Torre de Controle é a primeira a saber. Ela passará o alerta para

os outros setores, que entrarão em ação", diz Carlos. "Entretanto, o
acompanhamento psicológico às vítimas de um desastre e aos familiares
destes, é de responsabilidade da empresa aérea", completa.
O plano de emergência conta com a mobilização de outras instituições
como SAMU, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Hospital Walfredo Gurgel
(Natal) e hospital de Parnamirim. Todo esse aparato trabalha em sincronia
da seguinte forma: bombeiros e profissionais de saúde do aeroporto fazem
o atendimento de primeiros socorros às vítimas; a SAMU realiza o transporte
dos acidentados para os hospitais. Os mais graves são encaminhados para o hospital
Walfredo; os menos graves, para o hospital de Parnamirim. Se esses dois
hospitais não atenderem à demanda, as vítimas serão encaminhadas para
hospitais particulares. Estes, por lei, não podem se negar a oferecer
atendimento em casos como esse. A PRF bloqueia os acessos ao aeroporto
através da BR, facilitando o deslocamento das viaturas que chegam ou

saem do aeroporto. A Polícia de Trânsito (PM) ajuda a balisar o trânsito no
perímetro urbano que dá acesso aos hospitais já citados.
O treinamento de emergência no aeroporto é realizado de acordo com o
que a legislação pede: um treinamento por ano, no qual é envolvido todo o
aparato disponível. Outros treinamentos (parciais) são desenvolvidos ao longo doa ano. Esses treinamentos parciais são de rotina e se verificam a prontidão
dos agentes, viaturas e hospitais disponíveis, e também corrigem-se eventuais
problemas nas comunicações.
O aeroporto conta com um posto de saúde e uma guarnição do corpo de
bombeiros. O posto de saúde é de uma empresa terceirizada que venceu
licitação. Já a guarnição dos bombeiros possui um efetivo de 44 homens que
trabalham por escala da seguinte forma: são criadas três equipes de 11 bombeiros e
cada equipe trabalha 24 horas e folga 48.
Todo essa estrutura operacional é para se evitar que aconteçam acidentes
aéreos. Havendo-os, trabalha-se para que sejam rapidamente controlados. Apesar do aparente preparo desses profissionais, esperamos que nunca precisemos que eles entrem
em ação.