terça-feira, 7 de julho de 2009

LULA, NOBEL DA PAZ?


Na sede da UNESCO, em Paris - França, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu esta terça-feira (07-07-09) o prêmio Félix Houphouët-Boigny pela Busca da Paz 2008.

O prêmio foi criado em 1989. Tomou esse nome para homenagear o sindicalista e líder da independência da Costa do Marfim, Félix Houphouët-Boigny (1905-1993). É entregue anualmente pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e permite honrar pessoas, instituições ou organizações que contribuam, de forma relevante, para a promoção, busca, salvaguarda ou manuteção da paz, com respeito pela Carta das Nações Unidas e pelo Ato Constitutivo da UNESCO. É tido como o mais importante prêmio da paz - depois do Nobel - e Lula é o primeiro latino-americano a recebê-lo.

O ex- Presidente português, Mário Soares, declarou que o júri decidiu entregar o prêmio a Lula como reconhecimento da atuação do presidente brasileiro a favor da busca da paz, do diálogo, da democracia e da justiça social no mundo. Soares ressaltou também o empenho e a contribuição de Lula para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos das minorias.

Nosso presidente também foi qualificado pelo secretário executivo do prêmio como um homem excepcional. O secretário também lembrou que Lula é hoje o pilar de estabilidade da América Latina e que antes dele nenhum outro presidente brasileiro esteve tão ligado ao continente africano. Para o primeiro-ministro português, José Sócrates, nosso presidente é o líder politico mais popular da face da terra, além de ser uma das figuras mais admiradas e respeitadas. Já o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, lembrou que foi Lula que estabeleceu no Brasil o dia da Consciência Negra.

O presidente brasileiro em seu pronunciamento puxou a sardinha para o seu governo ao ressaltar que o índice da desigualdade no Brasil é o mais baixo das últimas três décadas. E utilizando-se de um discurso em tom amigável, lembrou a onda de democracia que se registou na África do Sul e está cada vez mais presente na América Latina; saudou o bom desenrolar das eleições na Guiné-Bissau e defendeu também a criação de um Estado palestino com uma economia viável.

Outras personalidades como Nelson Mandela (África do Sul), Shimon Peres (Israel), Jimmy Carter (EUA), Yitzhak Rabin (Israel), Yasser Arafat (Palestina), Martti Ahtisaari (Finlândia) já foram distinguidos com o mesmo prêmio que inclui um cheque de 122 mil euros, uma medalha em ouro e um diploma assinado pelo director-geral da UNESCO.

A importância do prêmio Félix Houphouët-Boigny está no fato de grande parte dos que o recebem ganharem também o Nobel da Paz. Na lista acima, por exemplo, todos ganharam ambos os prêmios.
A importância disso para o Brasil é tremenda pois, tomando emprestadas as palavras do presidente Lula, nunca antes na história deste país alguém ganhou um prêmio Nobel da Paz. Principalmente um nordestino, pobre e semi-analfabeto.

Fiquemos, pois, na torcida. O Brasil é o único país a conquistar cinco copas do mundo de futebol. Tá na hora de ganhar um Nobel da Paz.

SABER DISCERNIR OS MOMENTOS

Debaixo do céu há momento para tudo,
e tempo certo para cada coisa:
Tempo para nascer e tempo para morrer.
Tempo para plantar e tempo para arrancar a planta.
Tempo para matar e tempo para curar.
Tempo para destruir e tempo para construir.
Tempo para chorar e tempo para rir.
Tempo para gemer e tempo para bailar.
Tempo para atirar pedras e tempo para recolher pedras.
Tempo para abraçar e tempo para se separar.
Tempo para procurar e tempo para perder.
Tempo para guardar e tempo para jogar fora.
Tempo para rasgar e tempo para costurar.
Tempo para calar e tempo para falar.
Tempo para amar e tempo para odiar.
Tempo para a guerra e tempo para a paz.
(Bíblia Sagrada, Eclesiastes 3,1-9)


Parece que nosso tempo está cada vez mais exíguo. O trabalho, os estudos ou o egoísmo tomam todo o nosso tempo. Não aproveitamos mais aqueles instantes de alegria com as pessoas que realmente se importam conosco. Muitas vezes trocamos um fim de semana de descanso com a família por uma jornada extra de trabalho. E a TV e o computador... Diversas vezes deixamos de conversar com nossos filhos, elogiar nossas esposas, fazer carinho no marido ou escutar os amigos só para ficarmos grudados na telinha. Sempre usamos como desculpa o tempo, ou melhor, a falta dele.
Às vezes, por pura preguiça, deixamos de estar com quem amamos só para não sacrificar alguns minutos a mais no sono. Sim, reclamamos do tempo. Então o tempo vem, leva aquilo ou aqueles que amamos, e só aí percebemos que daríamos tudo no mundo para voltarmos àqueles bons e velhos momentos.
Mas o tempo é impiedoso. Ele passa e não volta mais. Não adianta lutar com ele. Todos sofremos seus efeitos.
O que podemos então fazer para tentar amenizar os efeitos do tempo em nossas vidas? Essa pergunta cabe a cada um de nõs respondê-la. Só deixo uma dica, por experiência própria, não demore muito para por em prática o que estás pensando fazer. Pode ser tarde demais...