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sábado, 23 de setembro de 2023

COMPARTILHANDO OS LIMITES DO CRESCIMENTO


"À medida que o mundo se desenvolver, o nível de emissões de poluentes na atmosfera também crescerá. O nível de preocupação com os efeitos adversos dessas emissões tem sido tal que o Protocolo de Kyoto de 1992 propôs que 38 países industrialmente avançados reduzissem as emissões de dióxido de carbono e outros gases que provocam o efeito estufa em uma média de 5,2% dos níveis de 1990 durante o período de 2008 a 2012.

Os economistas estimaram que a implantação do Protocolo de Kyoto na íntegra, sem modificação, poderia resultar em um custo econômico com um valor atual de 1,5 trilhão de dólares, suportado principalmente pelos países ricos. 

Mas a dor que seria causada pelos esforços internacionais para controlar as emissões poderia ser ainda maior. Segundo alguns relatos, as reduções propostas pelo Protocolo de Kyoto não são suficientes para resolver os problemas das emissões de gases poluentes.

Em 1995, o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança Climática pediu que as emissões de gases fossem cortadas imediatamente em 50%-70%. Mas, em vez disso, o nível de emissões continuou a crescer rapidamente, com a maioria do aumento vindo dos países desenvolvidos.

É impossível prever o custo para os esforços individuais e das empresas a fim de reduzir as emissões ou lidar com outros limites globais de crescimento. Entretanto, considerando os conflitos inevitáveis à medida que países menos desenvolvidos tentam seguir a trajetória dos países desenvolvidos, multiplicando os problemas ambientais, o tipo de crescimento enorme dos lucros no futuro que justificaria os níveis recentes de mercado parece menos provável. 

Essas considerações do ressentimento internacional pelo sucesso de economias ricas e pelos limites ao crescimento só reforçam nossa suposição de que a perspectiva atual para o mercado de ações não é favorável". 

Fonte: SHILLER, Robert J. Exuberância Irracional. Tradução: Maria Lucia G. L. Rosa. Título original: Irrational Exuberance. São Paulo: MAKRON Books, 2000. p. 202.

(A imagem acima foi copiada do link Zillow.) 

sexta-feira, 1 de março de 2019

GASES NOBRES

O que são, quais são, para que servem

Gases Nobres: uma das suas muitas utilizações é na iluminação.

Os gases nobres estão localizados na família VIII A ou grupo 18 da Tabela Periódica dos Elementos. São eles:  Hélio (He), Neônio (Ne), Argônio (Ar), Criptônio (Kr),  Xenônio (Xe), Radônio (Rn) e Ununóctio (Uuo) - este último é sintético, não sendo, portanto, encontrado na natureza. 

Eles representam um grupo de elementos químicos da Tabela Periódica os quais possuem propriedades similares. Nas condições normais de temperatura e pressão (CNTP), os gases nobres apresentam as seguintes características: incolores, inodoros, insípidos, não inflamáveis, monoatômicos de baixa reatividade química.

CURIOSIDADE: O Hélio é o segundo elemento mais abundante no Universo! Fica atrás apenas do Hidrogênio.

Gás nobre é uma tradução da língua alemã do substantivo Edelgas, empregado por Hugo Erdmann em 1898 para indicar um nível de reatividade química extremamente baixa. O nome faz referência aos "metais nobres", os quais também possuem baixa reatividade. 

Os gases nobres também podem ser chamados de gases inertes. Esta alcunha, entretanto, está superada uma vez que já são conhecidos compostos de gases nobres. Gases raros é outra designação que já foi utilizada, mas também não é adequada, já que o Argônio é encontrado em quantidade considerável na natureza (atmosfera terrestre).

O químico Dmitri Mendeleev incluiu estes gases como um grupo 0 em seu arranjo de elementos, que mais tarde se tornaria a Tabela Periódica.

Os gases nobres estão muito presentes em nossas vidas, sendo utilizados nas mais variadas atividades: iluminação, refrigeração, na medicina (como anestésico, para ajudar na respiração de asmáticos, cirurgias a laser, ressonância magnética nuclear, imagem por ressonância magnética, radioterapia), em ímãs supercondutores, em equipamentos de mergulho, para sustentação de balões e dirigíveis, em termômetros, contadores Geiger, em processos metalúrgicos, indústria de semicondutores, produção do silício, em lasers excímeros, fabricação de circuitos integrados.

A utilização adequada dos gases nobres, assim como dos demais elementos da Tabela Periódica, constitui uma forma de desenvolvimento científico, social, econômico que, em suma, contribui para a evolução da humanidade.

Pense nisso, caro leitor.

Fonte: 


(A imagem acima foi copiada do link Google Images.)