Desta vez, a murmuração (cf. 15,24) é contra o próprio Javé, pois o povo prefere o lugar da escravidão e da morte ao projeto de Javé, que é a libertação voltada para a vida.
Diante das dificuldades, a grande tentação é trair o projeto de libertação, vendendo "a preço de banana" a liberdade já conquistada.
Note-se que a colheita do maná deve obedecer a uma distribuição igualitária: todos têm o mesmo direito aos bens, de tal modo que não faltem e não sobrem para ninguém.
Em vista disso, é proibido acumular qualquer excedente, que produziria o senso de posse e desigualdade.
O sábado marca a passagem de uma vida escrava para uma vida livre: todos têm direito ao descanso, e o dia de Javé é o dia em que o homem se refaz dentro do projeto da liberdade e da vida.
Na véspera do sábado, todos podem recolher quantidade dupla de maná, pois o povo tem direito de comer também no dia do descanso.
Fonte: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral. 25ª impressão: maio de 1998; ed Paulus, p. 87.
(A imagem acima foi copiada do link Images Google.)
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