sábado, 26 de setembro de 2009

''SEQUESTRO''


Documentário mostrará o dia a dia dos policiais que combatem esse crime

Estreou nessa sexta (25-09-09), no Festival de Cinema do Rio de Janeiro, o documentário 'Sequestro'. Produzido pelo diretor Wolney Atalla e sua equipe, o longa-metragem tem 96 minutos de duração e promete ser um grande sucesso de público - além de causar muita polêmica como o filme Tropa de Elite. O documentário mostra a angustiante realidade dos familiares de vítimas de sequestro, e o trabalho dos policiais nas operações de resgate. Foi resultado de quatro anos de filmagens acompanhando a Divisão Anti-Sequestro, da polícia civil de São Paulo.
As cenas são reais. Os relatos e todos os personagens envolvidos, também. A história é chocante. No diálogo, entre bandidos e a família da vítima, nota-se a chantagem emocional que os primeiros fazem. Há momentos em que os criminosos prometem mutilar as vítimas e mandar as partes para os familiares, como prova de que os reféns estão vivos. Em outra parte do longa-metragem, os policiais orientam as familias dos desaparecidos nas negociações com os sequestradores, trabalhando como verdadeiros psicólogos e ajudando a manter a calma.
O momento mais emocionante do documentário é, sem dúvida, quando os investigadores invadem um cativeiro e conseguem resgatar uma menina de apenas seis anos. É quase impossível não se sensibilizar com a cena. A garota, retirada debaixo de uma cama, estava em estado de choque. O agente fala que é da polícia, que está tudo bem e a levará para casa. A menininha, abraça o policial e começa a chorar.
Numa entrevista na TV, Wolney disse que o período em que esteve filmando junto com os policiais paulistas foi muito angustiante. Tanto é que, concluído o trabalho, alguns membros da equipe do diretor se mudaram de São Paulo. Eles ficaram muito impressionados com a atmosfera de violência e sentiram-se abalados psicologicamente com tudo aquilo. A equipe de filmagens conviveu com esse clima de medo, tensão, violência e pavor, apenas durante quatro anos (de 2006 até 2009), e já ficou traumatizada. Imagine como deve ser a vida dos policiais que convivem 24 horas por dia com essa rotina de pânico.
O que motiva, então, um policial largar o conforto de casa e colocar em risco a sua segurança e da família para ajudar pessoas que nem conhece? Mesmo sabendo que vai ganhar pouco; que nem sempre terá seu trabalho reconhecido; e ainda sofrerá críticas de pseudo defensores dos direitos humanos?
A função do policial é servir e proteger a sociedade, mesmo com o sacrifício da própria vida. Essa, parece ser uma atitude meio ultrapassada na sociedade hipócrita em que vivemos. Mas ainda desempenhada com determinação e coragem por heróis que se abnegam da vida pessoal para ajudar ao próximo.
Parece loucura, mas a maior recompensa para quem liberta uma vítima de sequestro, é voltar para junto de sua família com a satisfação do dever cumprido, e saber que fez a diferença na vida daquela pessoa. Não há palavras capazes de descrever isso. Só quem é policial sabe…

(As imagens que ilustram esse texto foram copiadas do link Visual Net.)

3 comentários:

Arlan Eloi Leite disse...

Talvez o policial nunca seja reconhecido pela sociedade como herói em situações de extrema tensão e violência como um sequestro. Mas o que é herói? Seria um indivíduo que supera desafios incomuns? Os policiais fazem isso diante das mais diversas e complexas situações de perigo, tentando preservar a vida do ser humano, tão importante para todos nós. O policial é o agente que gerencia momentos de crise para que tenhamos ainda o sorriso no rosto angelical de uma criança vitimada pela violência, nesse caso, a violência do sequestro. Olha, não sei se os policiais são heróis, mas que eles estão na linha de frente e atuam onde ninguém mais que ir, isso eu sei. Parabéns a todos os policiais que sem hesitação lutam para preservar a vida e a paz de muitos.

Anônimo disse...

Muito bom André, não resta dúvida que esses profissionais merecem não só o nosso reconhecimento, mas também o nosso respeito, por colocarem suas vidas em risco em prol de uma sociedade que pouco os valoriza.

Cris Oliveira

WILDSON disse...

fico feliz pr vc defender essa linha de pensamento para com os policias, é por existir gente que pensa como vc que eu ainda tenho orgulho e satisfação de desempenhar com amor a função que exerço. Parabéns, sou seu fã.