sábado, 11 de julho de 2009

PM DE SERGIPE CONSEGUE AUMENTO - E QUE AUMENTO!

PM’s de Sergipe usam a lei para pressionar Governo por melhores salários

Os Policiais Militares de Sergipe, depois da mobilização denominada “Tolerância Zero” realizada já há alguns dias, conseguiram um ganho salarial que os colocam entre os mais bem pagos (nas suas respectivas categorias) da Região Nordeste. Os salários de todos os postos e graduações da Polícia Militar de Sergipe ficarão assim:

Coronel – R$ 9.539,71 (soldo) mais R$ 2861,91 (periculosidiade): R$ 12.401,62 Ten. Coronel – R$ 8.295,40 (soldo) mais R$ 2488,62 (periculosidade): R$ 10.784,02
Major – R$ 7.604,12 (soldo) mais R$ 2281,23 (periculosidade): R$ 9.885,35

Capitão – R$ 6.615,15 (soldo) mais R$ 1984,55 (periculosidade): R$ 8.599,70
1º Tenente – R$ 5.512,63 (soldo) mais R$ 1653,78 (periculosidade): R$ 7.166,41
2º Tenente – R$ 4.410,10 (soldo) mais R$ 1323,03 (periculosidade): R$ 5.733,13
Aspirante – R$ 4.240,48 (soldo) mais R$ 1272,15 (periculosidade): R$ 5.512,63

Subtenente – R$ 3.687,37 (soldo) mais R$ 1106,22 (periculosidade): R$ 4.793,59
1º Sargento – R$ 3.511,79 (soldo) mais R$ 1054,53 (periculosidade): R$ 4.566,32
2º Sargento – R$ 3.080,51 (soldo) mais R$ 924,16 (periculosidade): R$ 4.004,67
3º Sargento – R$ 2.702,21 (soldo) mais R$ 810,66 (periculosidade): R$ 3.512,87
Cabo – R$ 2.456,55 (soldo) mais R$ 736,97 (periculosidade): R$ 3.193,52

Soldado 1ª Classe - R$ 2.317,50 (soldo) mais R$ 695,25 (periculosidade): R$ 3.012,75
Soldado engajado – R$ 2.250,00 (soldo) mais R$ 675,00(periculosidade): R$ 2.925,00
Soldado não engajado – R$ 1.875,00 (soldo) mais R$ 562,50(periculosidade): R$2.437,50

O curioso da mobilização é que os policiais não fizeram uma greve nos padrões como conhecemos. Eles simplesmente resolveram seguir a lei à risca e não continuaram trabalhando de forma errada: policiais não habilitados ou que estavam com a Carteira nacional de Habilitação (CNH) vencida, se recusaram a dirigir as viaturas; os militares que não possuíam armas da Corporação nem coletes balísticos dentro da validade também se recusaram ir às ruas trabalhar nessas condições; e os policiais militares que estavam trabalhando em delegacias e presídios deixaram de fazê-lo, pela flagrante ilegalidade que há através do desvio da função.
Os policiais sergipanos, apesar dos ganhos, elegeram como reivindicações básicas e inegociáveis: equiparação de Salário com a Polícia Civil; definição da Carga Horária dos policiais e; implantação da exigência de Nível Superior para as praças.
Os colegas sergipanos, antes de tudo, estão de parabéns pela forma como conduziram as negociações. O Governo e a sociedade sempre exigem dos policiais militares um serviço de qualidade, entretanto, não reconhecem as más condições de trabalho a que somos submetidos.
Espero que o belo exemplo dos PM’s de Sergipe seja seguido por outros praças por esse Brasil a fora. E que nossos governantes imitem o governador Marcelo Déda (PT) e olhem com mais atenção àqueles que arriscam a própria vida para levar um mínimo de segurança para a sociedade.

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