sábado, 17 de outubro de 2009

VIGILANTIS SEMPER!

Aos críticos da Polícia Militar

ANTES DE SER POLICIAL CIVIL, EU FUI POLICIAL MILITAR;
ANTES DE SER POLICIAL MILITAR, EU FUI CARTEIRO;
ANTES DE SER CARTEIRO, FUI BOMBEIRO;
ANTES DE SER BOMBEIRO, FUI COBRADOR DE ÔNIBUS;
ANTES DE SER COBRADOR DE ÔNIBUS, FUI FUZILEIRO NAVAL;
E ANTES DE SER FUZILEIRO, FUI PALHAÇO DE CIRCO.

Paralelamente a estas profissões, sou desenhista de quadrinhos e programador de jogos para WEB - além de lecionar História quando estava na UFRN.
Como desenhista de quadrinhos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um desocupado.
Como programador de jogos, ouço de outros, SEMPRE, que sou um nerd idiota.
Como palhaço de circo, ouço de terceiros, ATÉ HOJE, que isso é vida de vagabundo.
Como fuzileiro naval, me diziam que eu era um BONECO DO ESTADO.
Como cobrador de ônibus, costumavam me dizer que eu era um ladrão, por não ter, às vezes, moedas de R$ 0,01 e R$ 0,05, para dar de troco.
Como carteiro, guardo cicatrizes, para o resto de meus dias, de mordidas de cães e de acidentes de trabalho, como atropelamentos, causados pelos “ZECAS” da vida, além de ouvir DE TODAS AS MÃES COM AS QUAIS ME DEPARAVA, que eu era “O HOMEM DO SACO” que iria raptar as criancinhas.
Como bombeiro, NUNCA recebi um “obrigado”, ao retirar um gatinho de uma árvore, nem por mergulhar num esgoto, para salvar uma pessoa que foi levada por uma enxurrada. Tive que aprender a me ACOSTUMAR com isso, além de começar a compreender como a linha da vida é tênue e a matéria se desfaz por besteira.
Como POLICIAL MILITAR, enfrentei O MAIOR CHOQUE CULTURAL DE MINHA VIDA, ao ter de argumentar com todo tipo de pessoas - do mendigo ao magistrado, e entrar em todo tipo de ambiente - do meretrício ao monastério.
Como POLICIAL MILITAR, fui PARTEIRO, quando não dava tempo de levar as grávidas ao hospital, na madrugada;
Fui psicólogo, quando um colega discutia com a esposa, diante da incompreensão dela com a profissão do marido;
Como POLICIAL MILITAR, fui assistente social, quando tinha de confortar A MÃE DE ALGUMA VÍTIMA assassinada por não possuir algo de valor que o assaltante pudesse levar;
Fui borracheiro e mecânico, ao socorrer idosos e deficientes com pneus furados;
Fui pedreiro, ao participar de mutirões para reconstruir casas destruídas por enchentes;
Fui paramédico fracassado, AO VER UM COLEGA IR A ÓBITO A BORDO DA VIATURA;
Fui paramédico realizado, ao retirar uma espinha de peixe da garganta de uma criança;
Como POLICIAL MILITAR, fui apedrejado tanto por estudantes da mesma escola na qual estudei E FUI PROFESSOR, como por pessoas do mesmo grêmio do qual participei;
Fui obrigado a me tornar gladiador em arenas repletas de terroristas, que são os membros de torcidas organizadas, em jogos de times pelos quais nem torço;
Como POLICIAL MILITAR, sobrevivi a cinco graves acidentes com viaturas, nunca a menos de 120km/h, na ânsia de chegar rápido àquela residência onde a moça estava sendo estuprada ou na qual um idoso estava sendo espancado;
Como POLICIAL MILITAR, fui juiz da vara cível, apaziguando ânimos de maridos e mulheres exaltados, que após a raiva uniam-se novamente e voltavam-se contra a POLÍCIA;
Fui atropelado numa BLITZ, por um desses cidadãos QUE POR MEDO DA POLÍCIA, AFUNDOU O PÉ NO ACELERADOR E PASSOU POR CIMA DE VÁRIOS COLEGAS MEUS;
Como POLICIAL MILITAR, arrisquei-me a contrair vários tipos de doenças, ao banhar-me com o sangue de vítimas às quais não conhecia, mas que tinha OBRIGAÇÃO de TENTAR salvar;
Arrisquei, inclusive, contaminar toda a minha família com diversos tipos de doenças pois, ao chegar em casa, minha esposa era a primeira a me abraçar, nunca se importando com o cheiro acre de sangue alheio, nem com as manchas que tinha de lavar do uniforme;
Como POLICIAL MILITAR, fui juiz de pequenas causas, quando EM MINHA FOLGA, alguns vizinhos me procuravam para resolver SEUS problemas;
Como POLICIAL MILITAR, fui advogado, separando, na hora da prisão, os verdadeiros delinquentes dos “LARANJAS”, quando poderia tê-los posto no mesmo barco;
Fui o homem que quase perdeu a razão, ao flagrar um pai estuprando uma filha, ENQUANTO A MÃE O DEFENDIA;
Fui guardião de mortos por horas a fio, sob o sol, a chuva e a neblina, à espera do RABECÃO, que, já lotado, encontrava dificuldade para galgar uma duna mais alta, ou para penetrar numa mata mais densa;
Como POLICIAL MILITAR, fiquei revoltado, ao necessitar de um leito para minha esposa PARIR, e ao chegar NO HOSPITAL DA POLÍCIA, deparar-me com um traficante sendo operado por um médico particular;
Fui o cara que mudou TODOS os hábitos para sempre, andando em estado de alerta 25 horas/dia, sempre com um olho no peixe e outro no gato, confiando desconfiado.
Como POLICIAL MILITAR, fui xingado, agredido, discriminado, vaiado, humilhado, espancado, rejeitado, incompreendido.
Na hora do bônus, ESQUECIDO;
Na hora do ônus, CONVOCADO.
Tive de tomar, em frações de segundo, decisões que os julgadores, no conforto de seus gabinetes, tiveram meses para analisar e julgar.
E mesmo hoje, calejado, ainda me deparo com coisas que me surpreendem, pois afinal AINDA sou humano.
Não queria passar pelo que passei, mas fui VOLUNTÁRIO, ninguém me laçou e me enfiou dentro de uma farda, né? Observando-se por essa ótica, é fácil ser dito por quem está “DE FORA”, que minha opinião NÃO IMPORTA, ou que simplesmente, não existe.
AMO O QUE FAÇO E O FAÇO PORQUE AMO. Tanto que insisto em levar essa vida, e mesmo estando atualmente em outra esfera do serviço policial, sei que terei de passar por tudo de novo, a qualquer hora, em qualquer dia e em qualquer lugar.

E O FAREI, SEM RECLAMAR, NEM RECUAR.

Porque se Deus não guarda a cidade, em vão vigia a sentinela.
Por isso é que fazemos nossa parte:
VIGILANTIS SEMPER!
Que Deus abençoe a todos.


(O texto acima me foi enviado por um amigo. O autor é Tião Ferreira, que também é desenhista de quadrinhos, animador, estudante de História, ex-palhaço de circo e ex-carteiro. Como se fosse pouco, ainda mexe com web design e programação de jogos, produz mapas e personagens para jogos conhecidos como Counter-Strike, Outlive, Starcraft, entre outros. Um de seus sonhos é abrir uma produtora de jogos com temáticas nacionais e fazer longas-metragens em animação utilizando a plataforma Flash.)

sábado, 3 de outubro de 2009

A PRIMEIRA DO BRASIL


Paraense é a primeira brasileira a comandar um navio

A paraense Hildelene Lobato Bahia, 35 anos, tornou-se no dia 28/09/09 a primeira mulher do Brasil a assumir o cargo de comandante da Marinha Mercante brasileira. Nascida em Icoaraci, cidade a uma hora de Belém, Pará, ela será a comandante do navio-tanque Carangola e uma das pouquíssimas mulheres no mundo a ocupar esse posto.

O navio é um gigante de 160 metros de comprimento e pesa 18 mil toneladas. Possui uma tripulação de 26 pessoas - a maioria homens - e faz parte da frota da Transpetro, empresa de logística do sistema Petrobras e operadora da maior frota de navios petroleiros da América do Sul.

Hildelene Bahia sempre estudou em colégios públicos e, como era boa aluna, conseguiu bolsa integral para uma escola particular, se preparando bem para o exame vestibular. Assim, ingressou na Universidade Federal do Pará (UFPA) e se formou em ciências contábeis.

Em 1997 fez a prova de admissão para a Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM), apenas para acompanhar o irmão. Ele não passou. Ela sim, e ingressou na primeira turma feminina do Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (CIABA), em Belém. 

Em 2000, já formada, entrou na Transpetro, local onde aprendeu na prática o ofício que a fez uma das pioneiras no mundo. Em 2005 foi convidada para exercer a função de Imediato - segundo posto na hierarquia de um navio - tornando-se, assim, a primeira brasileira a ocupar esse posto. Em agosto do ano passado, Hildelene mais uma vez foi a primeira do Brasil: recebeu uma Carta de Capitão de Cabotagem. Essa carta, um certificado de eficiência, significa que seu detentor está apto a comandar navios.

Casada há cinco anos, ela passa 120 dias embarcada, alternando com meros 56 dias em terra firme. Além de conciliar trabalho com vida pessoal, Hildelene ainda vai ter que enfrentar a resistência e o preconceito de muitos que não confiam numa figura feminina em funções de comando.

Os desafios para essa paraense, exemplo de mulher brasileira, estão apenas começando. Alguém duvida que ela vai superar?


(A imagem que ilustra esse texto foi copiada do link Pelicano.)

VITÓRIA EM COPENHAGUE, FESTA EM COPACABANA



Agora é oficial: Rio de Janeiro vai sediar olimpíada de 2016

Ontem, por volta das 13h30 (horário de Brasília), a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A votação ocorreu em Copenhague, Dinamarca, e a capital carioca bateu Madri com 66 votos a 32, na última votação.
O Rio de Janeiro será a primeira cidade da América do Sul a organizar o maior evento esportivo do mundo. Tomando emprestada a famosa frase de Lula: nunca na história desse país uma cidade brasileira foi escolhida para sediar uma olimíada. Nosso presidente, por sinal, estava presente na cerimônia e até ofuscou a imagem do presidente norte-americano, Barack Obama. Esse, nem esperou o evento acabar. Saiu de mansinho e até triste, já que Chicago foi eliminada na primeira rodada de votações.
Mesmo antes da vitória brasileira ser confirmada, a imprensa estadunidense já adiantava: "Lula pips Obama in battle of presidents at vote for 2016 Olympic Games" (Lula bate Obama na Batalha dos presidentes por votos para as Olimpíadas de 2016) anunciou o site Times Online, referindo-se ao desempenho dos dois estadistas nas apresentações de seus respectivos países.
A vitória foi em Copenhague, mas a festa, em Copacabana. Uma multidão foi comemorar na praia o resultado da votação. Uma estrutura para shows foi montada. Havia até um telão, que transmitiu ao vivo a cerimônia do COI. Para estimular um maior comparecimento, os funcionários públicos foram liberados do expediente às 10h. A adesão foi total: cerca de cem mil pessoas participaram do espetáculo nas areias de Copacabana.
O custo total dos jogos olímpicos de 2016 está estimado em cerca de 25 bilhões de reais. Entretanto, parte da população está desconfiada de como esse dinheiro será usado. É que nos jogos Pan Americanos, de 2007, aconteceram vários problemas de organização. Houve superfaturamento do orçamento, e a estrutura física (alojamentos, pscinas) não foi mais utilizada após os jogos.
O momento é de euforia, sem dúvidas, mas devemos ficar de olhos bem abertos: no Brasil, dinheiro atrai corrupção; e muito dinheiro deve atrair mais ainda.

(A foto que ilustra esse texto foi copiada do link Blogs.abril)