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quarta-feira, 8 de julho de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: CONCORDÂNCIA NOMINAL - TÓPICOS QUE JÁ VIERAM EM PROVA

(IBADE - 2024 - CRMV-PB - Fiscal) Conforme a NORMA CULTA da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que a concordância nominal está correta.

A) Eles estão quite.

B) Maria está meio confusa.

C) Menino e menina disciplinadas.

D) Há menas professoras na escola.

E) Ela tem bastante conflitos internos.


Gabarito: opção B, pois é a única que está de acordo com a "norma padrão" da Língua Portuguesa, no que diz respeito à concordância nominal. 

Na frase "Maria está meio confusa", a palavra "meio" é um advérbio e não varia. Quando a palavra "meio" funciona como um advérbio, no caso, advérbio de intensidade, ela significa "mais ou menos" ou "um pouco". Por ser advérbio, é uma palavra invariável, ou seja, não vai para o plural nem aceita a forma feminina ("meia"). Ele sempre acompanha adjetivos, verbos ou outros advérbios.

Passemos à analise das demais letras:

A) Errada: "Eles estão quite".

A palavra "quite" deve concordar diretamente com o substantivo ou pronome a que se refere. Ela não sofre alteração de gênero (masculino/feminino), mas flexiona obrigatoriamente em número (singular/plural).

Exs.: No singular: Usa-se quite, independente do gênero: "Ele/Ela está quite com a Justiça Eleitoral". 

No plural: Usa-se quites: "Eles/Elas estão quites com a Justiça Eleitoral".

Portanto, no enunciado apresentado, o correto seria "quites", no plural, concordando com "eles" (pronome pessoal do caso reto, que está no plural).


C) Falso: "Menino e menina disciplinadas".

Pela norma culta da Língua Portuguesa, quando um adjetivo se refere a dois substantivos de gêneros diferentes, ele deve ir para o masculino plural ou concordar com o substantivo mais próximo.

As formas corretas para o enunciado são: 

"Menino e menina disciplinados": Adjetivo no masculino plural (regra geral, que prevalece quando há gêneros mistos).

"Menino e menina disciplinada": Adjetivo no feminino singular, concordando apenas com o substantivo mais próximo ("menina").

D) Errada: "Há menas professoras na escola".

A palavra "menas" não existe na norma padrão da Língua Portuguesa, independentemente do substantivo (masculino, feminino, singular ou plural) que a acompanhe. O correto é usar "menos", que é um advérbio ou pronome indefinido invariável, o que significa que ela não sofre flexão de gênero. Vejamos:

Invariabilidade: Use sempre "menos":

"Ela comeu menos legumes".

"Hoje há menos pessoas na aula".

Quando acompanhada de artigo: Mesmo que o substantivo seja feminino, a palavra não muda: 

"Compramos a menos do preço".

Portanto, de acordo com a Norma Culta a frase do enunciado fica: "Há menos professoras na escola".

E) Ela tem bastante conflitos internos.

O correto aqui seria "bastantes", no plural. Substitua a palavra "bastante" por "muito", se a palavra "muito" variar, "bastante" também irá: "Ela tem muitos conflitos internos".


Fonte: anotações pessoais e Google IA.

(As imagens acima foram copiadas do link Ruri Shinohara.) 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: CONCORDÂNCIA (VERBAL E NOMINAL) - JÁ VEIO EM PROVA

(UFRPE - 2022 - Assistente em Administração - Edital nº 42) Assinale a alternativa em que as regras da concordância (verbal e nominal) atendem às exigências da norma-padrão da nossa língua.

A) De fato, muitas livrarias que havia em nossa cidade foram obrigadas a fechar as portas.

B) A quebra de muitas livrarias nos últimos meses são mais uma tragédia da pandemia. 

C) Parece inacreditável que já fazem dois anos que enfrentamos essa terrível crise sanitária.

D) Para todo o mundo, é imprevisível as consequências dessa pandemia.

E) É um verdadeiro alento que exista os livros, para aliviar o estresse desse momento. 


Gabarito: assertiva A, pois está de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa. 

O termo "havia" encontra-se no singular porque está sendo utilizado no sentido de "existir". Portanto é "impessoal", ou seja, não tem sujeito e fica sempre na  na 3ª pessoa do singular, independentemente de o que vem depois estar no plural.

A expressão "foram obrigadas" concorda com "muitas livrarias".

Analisemos as demais letras.

B) Incorreta. O certo seria "É MAIS" para concordar com o sujeito "A QUEBRA" que está no SINGULAR. Neste exemplo, estamos diante de um caso de partícula partitiva ("a quebra de") que obriga o verbo a permanecer no SINGULAR.

Correção: A quebra de muitas livrarias nos últimos meses é mais uma tragédia da pandemia.

C) Errada. O correto é "FAZ", pois esse verbo ("fazer"), quando indica tempo transcorrido/decorrido, deve permanecer na terceira pessoa do singular.

Correção: Parece inacreditável que já faz dois anos que enfrentamos essa terrível crise sanitária.

D) Falsa. O correto seria "SÃO IMPREVISÍVEIS", para concordar com o sujeito posposto ao verbo ("consequências") que está no PLURAL.

Correção: Para todo mundo, são imprevisíveis as consequências dessa pandemia.

DICA: O sujeito posposto é aquele que aparece depois do verbo na oração (ex: Chegaram os alunos). Embora a ordem direta seja "sujeito + verbo", inverter a ordem é comum para enfatizar a ação, na linguagem poética ou para dar foco ao elemento.

E) Incorreta. O verbo ("exista") deveria estar no PLURAL para concordar com o sujeito ("livros") que está no PLURAL. 

Ressalta-se que, diferentemente do verbo "havia" com o sentido de existir, o qual DEVE FICAR na terceira pessoa do singular, o verbo "existir" VARIA (sofre flexão).

Correção: É um verdadeiro alento que existam os livros, para aliviar o estresse desse momento.


Fonte: anotações pessoais e QConcursos.

(As imagens acima foram copiadas do link Stephane Werner.)