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terça-feira, 15 de setembro de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: FONOLOGIA - UMA QUE JÁ CAIU EM CONCURSO

(FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Panambi - RS - Fiscal de obras e Posturas) Sobre aspectos relacionados à fonologia, assinale a alternativa correta.

A) A palavra “gabarito” tem 8 letras e 7 fonemas.

B) A palavra “chicote” tem 7 letras e 6 fonemas.

C) As palavras “rótulo” e “quadro” não têm o mesmo número de fonemas.

D) A palavra “relação” tem um dígrafo.

E) As palavras “quero” e “querido” têm o mesmo número de fonemas.


Gabarito: assertiva B, pois é a única em consonância com a Norma Culta da Língua Portuguesa. É imperativo que se faça a distinção entre "letra" e "fonema".

Fonema: é a menor unidade sonora de uma palavra.

Letra: é o símbolo visual usado para representar esse som no papel. 

A representação dos fonemas é feita entre barras oblíquas (/ /) para indicar os sons que produzimos ao falar, diferenciando-os das letras (grafemas), que são os sinais gráficos da escrita.

De fato, a palavra “chicote” tem 7 letras e 6 fonemas, devido à presença do dígrafo "ch", que possui som de /ʃ/ (como em "x":.

c - h - i - c - o - t - e (7 letras)

/ʃ/ - /i/ - /k/ - /ɔ/ - /t/ - /i/ (6 fonemas)

Vejamos as outras alternativas:

A) Errada. A palavra “gabarito” possui o mesmo número de letras e de fonemas: 8:

g - a - b - a - r - i - t - o (8 letras)

/g/ - /a/ - /b/ - /a/ - /r/ - /i/ - /t/ - /o/ (8 fonemas)


C) Falsa. As palavras “rótulo” e “quadro” não têm o mesmo número de fonemas: 

r - ó - t - u - l - o (6 letras)

/r/ - /ó/ - /t/ - /u/ - /l/ - /o/ (6 fonemas)

q - u - a - d - r - o  (6 letras)

/kw/ - /a/ - /d/ - /ɾ/ - /o/ (5 fonemas: o grupo qu é pronunciado com som de /kw/, onde o u atua como semivogal, não havendo dígrafo consonantal. Porém, encontramos alguns estudiosos que consideram 6 fonemas... mas a banca considerou como errado).

D) Incorreta. A palavra “relação” não tem um dígrafo; possui um encontro vocálico nasalizado pelo til (~) em "ão". 

Dígrafo vem de "di", que é o mesmo que dois, e "grafo", que é o mesmo que escrever. Assim, escreve-se duas letras, mas o som é apenas de uma. Os dígrafos podem ser consonantal ou vocálico.


Dígrafo consonantal: é o encontro de duas letras que representam um fonema consonantal, ou seja, representam o som de apenas uma consoante. Os principais são: ch, lh, nh, rr, ss, sc (antes de E ou I), sç (antes de A ou O), xc (antes de E ou I), gu (antes de E ou I) e qu (antes de E ou I). 

Exs: ch: chave, chefe, chapéu; lh: olho, ilha, galho; nh: unha, dinheiro, ganhar; rr: arranhar, arrumação, barro; ss: ossos, assadeira, passo; sc (antes de E ou I): descer, crescer, piscina; sç (antes de A ou O): desço, cresça, nasço; xc (antes de E ou I): exceder, excelência, excitação; gu (antes de E ou I): gueixa, guirlanda, seguinte; qu (antes de E ou I): queijo, quilômetro, leque.

Diferença entre dígrafos e encontros consonantais: Dígrafo e encontro consonantal são encontros de letras, mas como vimos, no dígrafo essas letras são pronunciadas como um único som, ao contrário do encontro consonantal. No encontro consonantal, todas as letras são pronunciadas. Essa é a diferença! 

Exemplos de encontros consonantais: brinde, claridade, flor, sopro, refrão.

Dígrafo vocálico: é o encontro de uma vogal seguida das letras m ou n, que resulta num fonema vocálico. Eles são: am, an, em, en, im, in, om, on, um e un, que representam os seguintes fonemas: /ã/,/ẽ/,/ĩ/,/õ/ e /ũ/. 

Exs: am: amplo, anta, cambalhota; an: anjo, andar, André; em: temperatura, tempero, tempo; en: semente, envelope, ensinar; im: impulso, impressão, importante; in: tinta, incomum, linguagem; om: ombro, companhia, compor; on: conto, ontem, contemplar; um: umbanda, cumprimento, zumbi; un: fundo, untar, nunca. 

Vale lembrar que nessa situação, as letras m e n não são consoantes; elas servem para nasalizar as vogais.


E) Falsa. As palavras “quero” e “querido” não têm o mesmo número de fonemas: 

q - u - e - r - o (5 letras)

/k/ - /e/ - /r/ - /o/ (4 fonemas) 

q - u - e - r - i - d - o (7 letras)

/k/ - /e/ - /r/ - /i/ - /d/ - /o/ (6 fonemas).

(As imagens acima foram copiadas do link Images Google.) 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

SUBSTANTIVO COMPOSTO - ENTENDA E APRENDA

Hoje, vamos estudar o assunto SUBSTANTIVO COMPOSTO, que já foi cobrado em provas de concurso.


Basicamente, o chamado substantivo composto é aquele substantivo formado por mais de uma palavra ou radical.

O substantivo composto pode ser formado de duas formas: por justaposição ou por aglutinação.

JUSTAPOSIÇÃO, quando os radicais se juntam sem que sofram alterações. 

Exs: arco-íris, fim de semana, passatempo. 

AGLUTINAÇÃO, quando os radicais se juntam e, nesse processo, sofrem alterações. 

Exs: aguardente (água + ardente), vinagre (vinho + acre), planalto (plano + alto).

Diferença entre substantivo simples e composto 

A diferença básica entre substantivo simples e substantivo composto é o número de radicais que formam as palavras. Assim, enquanto o substantivo composto é formado por pelo menos dois radicais (guarda-roupa), o substantivo simples é formado por apenas um radical (roupa).

Substantivo composto com hífen 

O substantivo composto é acompanhado pelo hífen nos seguintes casos: 

1. Prefixos terminados em "r" se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra (hiper-realista).

2. Palavras compostas que não apresentam elemento de ligação (ano-luz). 

3. Palavras formadas com prefixos terminados em vogal e iniciadas pela mesma vogal (micro-ondas). 

4. Palavras formadas pelos prefixos circum (circum-navegação), ex (ex-namorado), pan (pan-americano), pós (pós-graduação), pré (pré-natal), pró (pró-desarmamento), soto (soto-mestre), vice (vice-presidente). 

5. Palavras formadas pelos vocábulos além (além-mar), aquém (aquém-oceano), recém (recém-nascido), sem (sem-número).


Substantivo composto sem hífen 

1. Palavras formadas de prefixos terminados em vogal e iniciadas por "s" ou "r" (ultrassonografia). 

2. Palavras formadas com prefixos terminados em vogal e iniciadas por vogal (contraindicação). 

3. Locuções de qualquer tipo (fim de semana). 

4. Palavras compostas que, com o tempo, perderam a noção do processo de composição (paraquedas).

Plural dos substantivos compostos 

1. Substantivos compostos escritos sem hífen formam plural como os substantivos simples, ou seja, muitas vezes, com o acréscimo de -s: aguardentes, passatempos, pontapés. 

2. Substantivos compostos formados por palavras repetidas ou onomatopeias, apenas a segunda palavra vai para o plural: corre-corres, lero-leros, reco-recos.

3. Substantivos compostos ligados por preposição, apenas a primeira palavra vai para o plural: águas-de-colônia, canas-de-açúcar, pés de moleque. 

4. Substantivos compostos cuja primeira palavra do substantivo composto é um verbo ou um advérbio e a segunda palavra é um substantivou ou um adjetivo, apenas a segunda palavra vai para o plural: arranha-céus, guarda-chuvas, quebra-cabeças.

5. Substantivos compostos formados por duas palavras variáveis (substantivo, verbo, adjetivo, pronome, artigo, numeral), as duas palavras vão para o plural: guardas-noturnos, matérias-primas, sextas-feiras.


Exemplos de frases com substantivo composto 

A floricultura acabou de fechar. 

Qual o seu passatempo favorito? 

Esqueci o guarda-chuva. 

Coma couve-flor. 

Este guarda-roupa precisa ser arrumado.

Exemplos de substantivo composto 

abelha-rainha, água-de-colônia, aguardente (água + ardente), além-mar, amor-perfeito, antessala, anti-inflamatório, ano-luz, antissocial, aquém-oceano, arco-íris, arranha-céu, autoafirmação, autorretrato, bem-te-vi, beija-flor, bem-me-quer, cachorro-quente, cana-de-açúcar, cão de guarda, carro-bomba, cavalo-marinho, circum-navegação, contraindicação, contrarregra, corre-corre, couve-flor, erva-doce, ex-namorado, fidalgo (filho + de + algo), fim de semana, floricultura, girassol, guarda-chuva, guarda-noturno, guarda-roupa, guarda-sol, hiper-realista, homem-bomba, infraestrutura, inter-racial, inter-regional, inter-relação, lero-lero, lobisomem,(lobo + homem), mandachuva, matéria-prima, micro-ondas, pan-americano, pão de mel, paraquedas, passatempo, pé-de-meia, pé de moleque, peixe-espada, pernilongo (perna + longo), planalto (plano + alto), pontapé, pós-graduação, pré-natal, pró-desarmamento, quarta-feira, quebra-cabeça, quinta-feira, recém-nascido, reco-reco, sala de jantar, salário-família, segunda-feira, semiaberto, sem-número, sexta-feira, soto-mestre, super-homem, super-resistente, suprarrenal, terça-feira, ultrassonografia, vice-presidente, vinagre (vinho + acre).


Fonte: anotações pessoais e Toda Matéria. 

(As imagens acima foram copiadas do link Maria Ariana.) 

sábado, 12 de setembro de 2026

PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS - COMO VEM EM PROVA

(MSConcursos - 2026 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - PEB II - Língua Portuguesa) Aludindo-se à formação de palavras, coloque (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a escolha exata.

( ) Derivação é a formação de palavras pela união de dois ou mais semantemas.

( ) Podemos ter derivação prefixal, ou por prefixação; derivação sufixal ou por sufixação; derivação parassintética ou parassintetismo; derivação regressiva; derivação imprópria ou conversão.

( ) É possível termos composição por justaposição e composição por aglutinação.

( ) Composição é a formação de palavras por meio de acréscimo ou supressão de afixos.

A) F – V – F – V.

B) V – V – V – V. 

C) F – V – V – F.

D) V – F – F – V


Gabarito: opção C. Na questão a cima, o examinador quis testar os conhecimentos do(a) candidato(a) a respeito do chamado processo de formação de palavras, o qual se divide, basicamente, em duas formas:

Processo de derivação: prefixal, sufixal, parassintética, imprópria e regressiva. 

Processo de composição: justaposição e aglutinação.

Dito isto, analisemos resumidamente as quatro proposições dadas:

Primeira: Falsa. A definição apresentada refere-se ao processo de composição, onde há a união de dois ou mais radicais (semantemas). O processo de composição, como visto, acontece de dois modos:

Composição por justaposição: quando as palavras são formadas pela união de dois ou mais radicais, sem apresentar alterações nos seus sons, ou seja, sem alterações fonéticas. 

Exs.: cachorro-quente (cachorro + quente); guarda-chuva (guarda + chuva); passatempo (passa + tempo); pé-de-meia (pé + de + meia); pontapé (ponta + pé). 

Composição por aglutinação: as palavras são formadas pela união de dois ou mais radicais, mas sofrem alterações. 

Exs: aguardente (água + ardente); embora (em + boa + hora); fidalgo (filho + de + algo); planalto (plano + alto); vinagre (vinho + acre).

Radical é a parte da palavra que contém o seu significado, ou seja, podemos dizer que é a sua parte mais importante. Exs.: beb-: beber, bebida, bebedouro; flor-: flor, floral, florido; ric-: rico riqueza, enriquecer.


O processo de derivação é a criação de palavras novas (derivadas) a partir de uma palavra já existente (primitiva). Neste processo, temos a figura dos afixos (pequenos elementos ou morfemas) que se juntam ao radical de uma palavra para formar uma nova palavra. 

Os afixos, por sua vez, dividem-se principalmente em duas categorias:

Prefixos: ficam antes do radical. Mudam o sentido da palavra base. Ex: desleal.

Sufixos: ficam depois do radical. Mudam o sentido ou a classe gramatical. Por exemplo, transformam um adjetivo em substantivo: legalmente.

Segunda: Verdadeira. A afirmação lista perfeitamente os cinco tipos principais de derivação da Língua Portuguesa. De fato, podemos ter derivação prefixal, ou por prefixação; derivação sufixal ou por sufixação; derivação parassintética ou parassintetismo; derivação regressiva; derivação imprópria ou conversão. 

Terceira: Verdadeira. Composição e aglutinação: estes são os dois tipos fundamentais de composição. Na justaposição, os radicais se unem sem alteração fonética (passatempo). Na aglutinação, há perda ou alteração de fonemas planalto (plano + alto).

Quarta: Falsa. Aqui, o examinador inverteu os conceitos. O acréscimo de afixos (prefixos e sufixos) caracteriza o processo de derivação (prefixal, sufixal ou parassintética), e não de composição. 


Fonte:
anotações pessoais, QConcursos, Toda Matéria e Google 
IA.

(As imagens acima foram copiadas do link Keria Jones.)

domingo, 6 de setembro de 2026

PORTUGUÊS: PROCESSO DE FORAÇÃO DE PALAVRAS - PRATICANDO PARA PROVA

(FGV - 2026 - TCE-PE - Auditor de Controle Externo – Tecnologia da Informação - REAPLICAÇÃO. Adaptada) A palavra "atacarejo", amplamente difundida no português brasileiro contemporâneo, exemplifica um processo de formação lexical caracterizado pela

A) composição por justaposição de dois radicais, preservando integralmente a forma das palavras que lhe deram origem.

B) derivação regressiva, resultante da redução de expressão nominal de uso frequente para formar novo vocábulo. 

C) aglutinação de segmentos de duas palavras, originando uma nova unidade lexical de significado próprio.

D) derivação imprópria, em razão da mudança de classe gramatical ocorrida durante sua formação e seu emprego.

E) abreviação vocabular, decorrente da supressão de parte dos elementos que compõem uma locução nominal. 


Gabarito: item C, pois é o único de acordo com a Norma Culta da Língua Portuguesa.

A palavra "atacarejo" é um exemplo clássico de um fenômeno moderno de formação de palavras conhecido como hibridismo por amálgama ou palavra-valise (frequentemente classificado em concursos na categoria ampla de composição por aglutinação).

Origem da palavra: Ela nasce da fusão de segmentos de duas palavras distintas: ataca(do) + (va)rejo.

Por que é aglutinação? Houve a perda de elementos fonéticos e estruturais das palavras originais durante a junção. Como os termos originais foram "fundidos" com alteração em suas estruturas para criar uma nova unidade conceitual, o processo se enquadra perfeitamente na descrição da alternativa C.

Se não tivesse ocorrido a perda dos elementos fonéticos, estaríamos diante da justaposição.


Vejamos os outros itens:

A) Incorreto: Não é composição por justaposição. Na justaposição, as palavras se unem sem sofrer nenhuma alteração em sua estrutura ou pronúncia. Ex.: passatempo, girassol.

B) Errado: Não trata-se de derivação regressiva. Na derivação regressiva, um verbo perde sua terminação para formar um substantivo abstrato. Ex.: Ajuda (substantivo) ← derivado do verbo ajudar.

D) Falso: Não é derivação imprópria. Esta acontece quando uma palavra muda de classe gramatical sem alterar sua forma ou estrutura (sem acréscimo de prefixos ou sufixos). Ex.: O jantar (substantivo) estava ótimo. Vamos jantar (verbo) hoje.

E) Incorreta: A abreviação ou redução apenas encurta uma palavra existente (ex: fotografia \ foto), não sendo a fusão de dois termos diferentes.


Fonte: anotações pessoais e IA Google.

(As imagens acima foram copiadas do link Gemma Massey.) 

domingo, 9 de agosto de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: CRASE - TREINANDO PARA PROVA

(VUNESP - 2021 - SES - PB - Auxiliar Administrativo) A frase elaborada com base no texto apresenta o sinal indicativo de crase corretamente empregado em: 

A) Mas Rodolfo, e quanto à uma colocação em sua empresa?

B) Mas Rodolfo, você não vai dar à mim uma oportunidade?

C) Mas Rodolfo, estou à espera de um emprego há tempos!

D) Mas Rodolfo, graças à seu apoio eu poderia trabalhar...

E) Mas Rodolfo, eu me dedicarei à trabalhar muito por sua empresa!


Gabarito: afirmativa C. Pois é a única que está de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa. A frase está construída de forma correta. Vejamos: 

Mas Rodolfo, estou à espera de um emprego há tempos!

Na frase acima, o sinal indicativo de crase é obrigatório por estarmos diante de uma locução prepositiva feminina. A expressão à espera de é uma locução formada por uma preposição "a" e o substantivo feminino "espera".

Pela regra geral, locuções prepositivas, conjuntivas ou adverbiais formadas por palavras femininas exigem o acento grave indicativo de crase. Exemplos:

1. Estou à procura de aprovação num concurso público.

2. Estamos à disposição de vocês. 

3. Os fãs ficaram à espreita, aguardando a banda.

Analisemos os demais itens:

A) Incorreto. Antes de pronome indefinido (um, uma, uns, umas, mim, comigo...) não tem sinal indicativo de crase:

1. Fomos a uma festa ontem. 

2. Entreguei o livro a um colega.

3. Ela obedeceu a mim.


B) Errado. Antes de pronomes pessoais (do caso reto ou do caso oblíquo) não se usa crase. Ora, a crase é a união da preposição "a" com o artigo feminino "a" (ou "as"). Os pronomes pessoais (como eu, tu, ele, ela, mim, ti) não aceitam artigo antes deles. Logo, se não existe o artigo feminino, ocorre apenas a preposição "a", e o uso do acento grave (à) fica incorreto:

1. Entreguei o documento a ela. 

D) Falso. O uso da crase antes de pronome possessivo feminino singular é facultativo (opcional), desde que a palavra regente exija a preposição "a":

Fiz referência à minha professora./ Fiz referência a minha professora. 

Se o pronome possessivo estiver no plural, ocorre a obrigatoriedade do artigo caso a regência exija a preposição e, portanto, há crase: 

Teci elogios às nossas colegas.

Mas se for pronome possessivo masculino (como no exemplo da questão), é proibido o uso de crase. Em regra, não se usa crase antes de palavra masculina, pois não há artigo feminino "a" nesses casos:

Fui a meu consultório.

E) Incorreto. Os verbos não aceitam artigo feminino antes deles, assim, antes de verbo não utilizamos crase:

1. Começamos a estudar.

2. Estamos a esperar a convocação.


Fonte: anotações pessoais e Google IA.

(As imagens acima foram copiadas do link Images Google.) 

sexta-feira, 24 de julho de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: AGENTE DA PASSIVA - QUESTÃO DE PROVA

(CONSULPAM - 2024 - Prefeitura de Guaraciaba do Norte - CE - Agente Administrativo) Assinale a alternativa que apresenta, em destaque, o termo oracional com a função de agente da passiva:

A) O blog “Diário de uma Estudante Paquistanesa”, foi criado por Malala. 

B) A ativista publicou vários livros para crianças e adultos. 

C) Malala recebia apoio de seu pai que a incentivou a estudar. 

D) A adolescente foi retirada do país junto com sua família, após o atentado.


Gabarito: afirmativa A. No enunciado, o examinador quer que encontremos o termo oracional com a função de agente da passiva. Mas, o que danado é isso?

Agente da passiva é o termo que indica quem ou o que executa a ação de um verbo na voz passiva. Ele vem, frequentemente, acompanhado pela preposição "por" e, algumas vezes, pela preposição "de": 

1. Maria comprou a vitamina. (oração na voz ativa)

2. A vitamina foi comprada por Maria. (oração na voz passiva) 

Nas orações acima, o verbo "comprar" aparece na voz ativa (comprou) e na voz passiva (foi comprada). Na oração 2, "por Maria" é o agente da passiva.

O agente da passiva é um termo integrante da oração. Ele pode ser expresso tanto por pronomes, quanto por substantivos: 

1. O trabalho foi feito por mim. ("mim": pronome pessoal do caso oblíquo) 

2. Aquele é o rapaz por quem fui atendido. ("quem": pronome relativo) 

3. A sala foi invadida de repórteres e fotógrafos. ("repórteres" e "fotógrafos": substantivos)


Vamos analisar as alternativas:

Das assertivas apresentadas no enunciado, a única correta é a A: O blog “Diário de uma Estudante Paquistanesa”, foi criado por Malala.

“Por Malala” é o agente da passiva, pois indica quem criou o blog.

B) Errada: A ativista publicou vários livros para crianças e adultos.

A frase está na voz ativa, e “a ativista” é o sujeito agente.

C) Falsa: Malala recebia apoio de seu pai que a incentivou a estudar.

Incorreta. “De seu pai” é um complemento nominal, não um agente da passiva.

D) Incorreta: A adolescente foi retirada do país junto com sua família, após o ataque.

Em que pese a frase se encontrar na voz passiva, não há um agente da passiva explícito.


Fonte: anotações pessoais, Toda Matéria e QConcursos.

(As imagens acima foram copiadas do link Images Google.) 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: CONCORDÂNCIA VERBAL E ACENTUAÇÃO GRÁFICA - JÁ CAIU EM CONCURSO

(FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Getúlio Vargas - RS - Agente de Controle Interno) Considerando as regras de concordância verbal e de acentuação gráfica da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos a seguir, retirados do texto: 

• “Prefeituras _____ mantido programas consistentes de fumigamento em áreas de risco”.

• “Fica demonstrado mais uma vez que o Brasil _____ conhecimento técnico e base logística para estruturar programas bem-sucedidos [...]”.

A) têm – detêm

B) tem – detém

C) têm – detém

D) tem – detêm


Gabarito: letra C, pois é a única que está de acordo com a "norma padrão" da Língua Portuguesa. Passemos à analise:

As formas verbais tem e têm são palavras homófonas, isto é, possuem o mesmo som. A gramática prevê um acento diferencial nas palavras tem e têm, para identificar qual está no singular e qual está no plural.

A forma verbal tem é usada para designar a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ter:

Ex.: Ela tem competência para passar no concurso.

Já a forma têm, por sua vez, corresponde à terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo ter:

Ex.: Elas têm competência para passar no concurso.


As formas verbais detém e detêm também são palavras homófonas. Desta forma, a gramática também prevê um acento diferencial em tais palavras para identificar qual está no singular e qual está no plural.

A forma verbal detém (com acento agudo) é utilizada para designar a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo deter:

Ex.:  O Estado detém o monopólio da força.

Por seu turno, a forma verbal detêm (com acento circunflexo) é utilizada para designar a terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo deter:

Ex.: Elas detêm o poder da aprovação.


Observação importante:

Outros verbos também utilizam o acento diferencial para distinguir a forma no singular (acento agudo), com a forma no plural (acento circunflexo):

Verbo           Singular         Plural

abster           abstém             abstêm

obter             obtém              obtêm

conter            contém            contêm

entreter          entretém           entretêm 

manter           mantém            mantêm

Fonte: anotações pessoais e Brasil Escola.

(As imagens acima foram copiadas do link Penny Pax.) 

LÍNGUA PORTUGUESA: CONCORDÂNCIA NOMINAL - TÓPICOS QUE JÁ VIERAM EM PROVA

(IBADE - 2024 - CRMV-PB - Fiscal) Conforme a NORMA CULTA da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que a concordância nominal está correta.

A) Eles estão quite.

B) Maria está meio confusa.

C) Menino e menina disciplinadas.

D) Há menas professoras na escola.

E) Ela tem bastante conflitos internos.


Gabarito: opção B, pois é a única que está de acordo com a "norma padrão" da Língua Portuguesa, no que diz respeito à concordância nominal. 

Na frase "Maria está meio confusa", a palavra "meio" é um advérbio e não varia. Quando a palavra "meio" funciona como um advérbio, no caso, advérbio de intensidade, ela significa "mais ou menos" ou "um pouco". Por ser advérbio, é uma palavra invariável, ou seja, não vai para o plural nem aceita a forma feminina ("meia"). Ele sempre acompanha adjetivos, verbos ou outros advérbios.

Passemos à analise das demais letras:

A) Errada: "Eles estão quite".

A palavra "quite" deve concordar diretamente com o substantivo ou pronome a que se refere. Ela não sofre alteração de gênero (masculino/feminino), mas flexiona obrigatoriamente em número (singular/plural).

Exs.: No singular: Usa-se quite, independente do gênero: "Ele/Ela está quite com a Justiça Eleitoral". 

No plural: Usa-se quites: "Eles/Elas estão quites com a Justiça Eleitoral".

Portanto, no enunciado apresentado, o correto seria "quites", no plural, concordando com "eles" (pronome pessoal do caso reto, que está no plural).


C) Falso: "Menino e menina disciplinadas".

Pela norma culta da Língua Portuguesa, quando um adjetivo se refere a dois substantivos de gêneros diferentes, ele deve ir para o masculino plural ou concordar com o substantivo mais próximo.

As formas corretas para o enunciado são: 

"Menino e menina disciplinados": Adjetivo no masculino plural (regra geral, que prevalece quando há gêneros mistos).

"Menino e menina disciplinada": Adjetivo no feminino singular, concordando apenas com o substantivo mais próximo ("menina").

D) Errada: "Há menas professoras na escola".

A palavra "menas" não existe na norma padrão da Língua Portuguesa, independentemente do substantivo (masculino, feminino, singular ou plural) que a acompanhe. O correto é usar "menos", que é um advérbio ou pronome indefinido invariável, o que significa que ela não sofre flexão de gênero. Vejamos:

Invariabilidade: Use sempre "menos":

"Ela comeu menos legumes".

"Hoje há menos pessoas na aula".

Quando acompanhada de artigo: Mesmo que o substantivo seja feminino, a palavra não muda: 

"Compramos a menos do preço".

Portanto, de acordo com a Norma Culta a frase do enunciado fica: "Há menos professoras na escola".

E) Ela tem bastante conflitos internos.

O correto aqui seria "bastantes", no plural. Substitua a palavra "bastante" por "muito", se a palavra "muito" variar, "bastante" também irá: "Ela tem muitos conflitos internos".


Fonte: anotações pessoais e Google IA.

(As imagens acima foram copiadas do link Ruri Shinohara.) 

terça-feira, 7 de julho de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS QUANTO AO GÊNERO - PRATICANDO PARA CONCURSO

(IGEDUC - 2024 - Prefeitura de Primavera - PE - Agente Comunitário de Saúde) Quando se trata da flexão em gênero do substantivo, podemos considerar a seguinte classificação: masculino, feminino, epiceno, comum de dois gêneros e sobrecomum.

Certo     (  )

Errado   (  )


Gabarito: Certo. É verdade. O enunciado está de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa, no que concerne à flexão em gênero do substantivo. De fato, a classificação dos substantivos em relação ao gênero inclui as seguintes categorias:

Masculino e Feminino: indicam o gênero específico. 

Pertencem ao gênero masculino todos os substantivos em que é possível antepor o artigo "o" ou "um". 

Exs.: o carro; um cachorro. 

Pertencem ao gênero feminino todos os substantivos em que é possível antepor o artigo "a" ou "uma". 

Exs.: a bicicleta; uma aluna.

Epiceno: Substantivos que possuem um único gênero, masculino ou feminino, para designar animais e plantas; e o gênero é indicado por outra palavra, como "macho" ou "fêmea".

 Exs.: a cobra-macho; a cobra-fêmea;

a onça-macho; a onça-fêmea; 

o jacaré-macho; o jacaré-fêmea;

a samambaia-macho; a samambaia-fêmea.


Comum de dois gêneros (ou "comum de dois"): substantivos que possuem uma única forma tanto para o masculino, quanto para o feminino. A diferenciação do gênero é feita por meio de artigos (o/a), pronomes (este/esta) ou adjetivos que acompanham a palavra:

Exs.: o dentista; a dentista;

o estudante; a estudante;

o jornalista; a jornalista.

Sobrecomum: substantivos que têm uma única forma, invariável, para ambos os gêneros: 

Exs.: a criança: refere-se tanto a um menino, quanto a uma menina;

o cônjuge: refere-se tanto ao marido, quanto à esposa;

a testemunha: pode ser um homem ou uma mulher.


Fonte: anotações pessoais, Toda Matéria.

(As imagens acima foram copiadas do link Darcie Dolce.) 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: CONCORDÂNCIA VERBAL - TREINANDO PARA CONCURSO

(ICECE - 2024 - Câmara de Fortim - CE - Agente Administrativo) Complete as frases de acordo com a concordância verbal correta:

I. ___________________ sala comercial. (Aluga-se/Alugam-se).

II. ___________________ resultados mais excitantes. (Esperava-se/Esperavam-se).

III. ___________________ às poesias o nome de Primeiras Canções. (Deu-se/Deram-se).

A) Alugam-se – Esperava-se – Deu-se.

B) Aluga-se – Esperavam-se – Deu-se.

C) Aluga-se – Espera-se – Deram-se.

D) Alugam-se – Esperavam-se – Deram-se.


Gabarito: item B, pois preenche corretamente as lacunas, nos moldes da norma culta da Língua Portuguesa. Analisemos:

No enunciado temos a ocorrência de VERBO COM PRONOME APASSIVADOR (PARTÍCULA APASSIVADORA): "se".

Quando vier acompanhado do pronome apassivador (partícula apassivadora) "se", o verbo deve concordar com o sujeito:

Exs.: Vende-se uma casa financiada.

Desenvolve-se o conteúdo.

Vendem-se casas de veraneio.

Consertam-se roupas.


Outra coisa: Todas as ocorrências estão na VOZ PASSIVA SINTÉTICA, portanto o verbo deve concordar com o SUJEITO posposto.

A voz passiva sintética (ou pronominal) ocorre quando o sujeito sofre a ação expressa pelo verbo. Sua estrutura base é formada por um verbo transitivo direto na 3ª pessoa do singular ou do plural + o pronome apassivador "se" + o sujeito paciente:

Ex.: Vende-se esta casa. (Equivalente a: Esta casa é vendida).

Regra de ouro: O verbo deve concordar obrigatoriamente com o sujeito. Se o sujeito estiver no singular, o verbo fica no singular. Se for para o plural, o verbo vai para o plural.

Em suma, nas três orações do item B, o termo “se” é denominado pronome apassivador (partícula apassivadora); os verbos estão na voz passiva sintética e, por isso, concordam com o núcleo do sujeito da oração.


Fonte: anotações pessoais e Toda Matéria.

(As imagens acima foram copiadas do link Images Google.) 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: PRONOMES DE TRATAMENTO - JÁ FOI COBRADO EM PROVA

(Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Analista Jr - Secretária Executiva) “Estamos ansiosos pela missa que __________________ rezará na noite de Natal”, relatou o sacerdote do Papa. Considerando os pronomes de tratamento, assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.

A) Vossa Alteza

B) Vossa Santidade

C) Vossa Eminência

D) Vossa Majestade


Gabarito: letra B. Vossa Santidade. Desta fora, a frase reescrita de forma completa fica assim:

“Estamos ansiosos pela missa que Vossa Santidade rezará na noite de Natal”, relatou o sacerdote do Papa.

O pronome de tratamento usado para se referir ao Papa é Vossa Santidade.

Mesmo sendo “Vossa”, o verbo fica na 3ª pessoa do singular. Assim, temos:

* Vossa Santidade rezará o Ofício de Nossa Senhora.

* Vossa Santidade decidiu sabiamente.

* Vossa Santidade abençoou os alunos.

Vejamos os outros itens:

A) Errado. "Vossa Alteza" é um pronome de tratamento utilizado como forma de tratamento formal a indivíduos que ocupam alta nobreza ou posição social elevada, como membros da realeza e da aristocracia, incluindo príncipes, princesas, duques e duquesas.

C) Falso. "Vossa Eminência" é um pronome de tratamento formal usado para se dirigir a cardeais da Igreja Católica. Os cardeais são membros do alto clero que participam do Colégio Cardinalício e do conclave para a eleição do Papa.

D) Incorreto. "Vossa Majestade" é um pronome de tratamento formal usado para se dirigir diretamente a reis e rainhas.

Atenção: Ao se dirigir diretamente a essas pessoas, emprega-se "Vossa", enquanto ao falar sobre elas, utiliza-se "Sua": 

* Vossa Santidade gostaria de conhecer nossa paróquia? 

* Sua Santidade fez um belo sermão.

* Vossa Alteza deseja participar da missa hoje? 

* Sua Alteza pediu que a reunião fosse adiada. 

A distinção "Vossa" e "Sua" já caiu em prova e costuma confundir os candidatos. E a banca examinadora sabe disso...


Fonte: anotações pessoais e QConcursos.

(As imagens acima foram copiadas do link Lulu Chu.) 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: PRONOMES DE TRATAMENTO - OUTRA DE CONCURSO

(Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Analista Jr - Secretária Executiva) Os pronomes de tratamento são aplicados tanto na comunicação escrita quanto na verbal e levam em consideração os títulos ou qualidades das pessoas a quem se dirige ou sobre quem se fala. Sobre os pronomes de tratamento, analise as afirmativas a seguir.

I. “Para o próximo evento, contamos com a presença confirmada de _________________, o Ministro da Educação.”

II. “Sendo quem é, ______________ poderá dar essa ordem diretamente aos demais subordinados, disse o empregado ao Rei.”

III. “______________ é um homem de muita fé, disse o sacerdote ao Papa.”

IV. “_______________, o Reitor da Universidade, começará a cerimônia às 19 horas.”

Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as afirmativas anteriores.

A) I. Vossa Excelência II. Sua Majestade III. Sua Santidade IV. Sua Magnificência

B) I. Sua Excelência II. Vossa Majestade III. Sua Santidade IV. Vossa Magnificência

C) I. Sua Excelência II. Vossa Majestade III. Vossa Santidade IV. Sua Magnificência

D) I. Vossa Excelência II. Sua Majestade III. Vossa Santidade IV. Vossa Magnificência


Gabarito: alternativa C, pois é a única que completa corretamente as lacunas, de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa.

Conforme abordado aqui no blog Oficina de Ideias 54, quando utilizamos os pronomes de tratamento, ao nos dirigirmos diretamente à pessoa, quando falamos diretamente com ela, quando ela é nosso interlocutor, empregamos "Vossa":

Ex.: Vossa Santidade gostaria de conhecer nossa paróquia? (estamos falando diretamente com o Papa)

Por outro lado, se estamos falando a respeito da pessoa, se ela não está presente, se não participa da conversa, utilizamos "Sua":

Ex.: Sua Santidade fez um belo sermão. (estamos nos referindo ao Papa, falando a respeito dele)  

Feitas estas considerações, analisemos:


I) SUA EXCELÊNCIA, pois o pronome de tratamento "Excelência" é utilizado para se referir a pessoas com alta autoridade, como presidentes, ministros, juízes e outros indivíduos em posições de destaque. E como estamos falando sobre o Ministro, empregamos "Sua". 

II) VOSSA MAJESTADE, porque o pronome de tratamento "Majestade" é usado para se dirigir diretamente a reis e rainhas. E como o empregado está falando diretamente com o Rei, utilizamos "Vossa".

III) VOSSA SANTIDADE, pois o pronome de tratamento "Santidade" é empregado para se referir ao Papa. E como o sacerdote está tratando diretamente com o Papa, usamos "Vossa". 

IV) SUA MAGNIFICÊNCIA, porque o pronome de tratamento Magnificência é utilizado para se dirigir aos reitores de universidades. E como está-se a falar do Reitor, e não diretamente com o mesmo, empregamos "Sua". 

Nesta questão, o examinador quis testar os conhecimentos do candidato, fazendo confusão e gerando dúvida com as expressões "SUA" E "VOSSA". É um erro clássico, no qual muita gente acaba "caindo". E a banca examinadora sabe disso...


(As imagens acima foram copiadas do link Google Images.)  

segunda-feira, 18 de maio de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: COLOCAÇÃO PRONOMINAL - JÁ CAIU EM PROVA

(IBEPP - 2026 - Prefeitura de Tupã - SP - Professor de Educação Artística) Em relação às regras de colocação pronominal na norma padrão da língua portuguesa, considera-se a aplicação dos pronomes oblíquos átonos em diferentes contextos sintáticos. Nesse sentido, é correto afirmar que: 

A) A ênclise ocorre obrigatoriamente em orações subordinadas com palavra atrativa.

B) A próclise é obrigatória quando há palavra de valor negativo antes do verbo.

C) A mesóclise pode ocorrer em qualquer tempo verbal composto do indicativo.

D) A próclise é facultativa em início de oração independente do contexto sintático.


Gabarito: alternativa B, pois é a única que guarda consonância com a norma culta da Língua Portuguesa. 

De fato, a próclise é obrigatória quando há palavra de valor negativo antes do verbo. "Próclise" é a colocação do pronome oblíquo átono (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) antes do verbo. Ela é exigida por palavras chamadas "atrativas" — como negativas, advérbios, pronomes e conjunções — que "puxam" o pronome para perto delas.

Exemplos:

* Não me diga mais nada.

* Nunca se arrependeu de estudar para concurso.

* Ninguém a avisou da aprovação.

Palavras negativas como não, nunca, ninguém, jamais, etc., atraem o pronome para antes do verbo, tornando a próclise obrigatória.

Vejamos as outras letras.

A) Errada. A "ênclise" é a colocação do pronome oblíquo átono depois do verbo. Nunca se inicia uma oração com um pronome oblíquo.


Exemplos: 

* Quando me telefonou, eu já havia saído. (oração subordinada adverbial temporal - indica tempo)

* Entreguei-lhe o cheque.

* Encontrei-o depois da prova. 

* Amo-te ou Eu te amo. (e não Te amo).

Como explicado no item acima, se há palavra atrativa, a tendência é ocorrer próclise, não ênclise.

C) Falsa. A "mesóclise" é a colocação do pronome oblíquo no meio do verbo. É um fenômeno exclusivo da língua culta e formal, mas não ocorre em qualquer tempo verbal. A mesóclise só ocorre com verbos no futuro do presente (ex: farei) ou futuro do pretérito (ex: faria) do indicativo, e desde que não haja palavra atrativa. 

Exemplos:

* Dar-me-ei por satisfeito quando for aprovado no concurso.

* Far-se-ia justiça se a lei fosse igual para todos.

D) Errada. Conforme explicado na "A", pela norma-padrão, não se inicia oração com pronome oblíquo átono.

Inadequado:

* Me empreste o livro.

Adequado:

* Empreste-me o livro.


Fonte: anotações pessoais, Google IA  e QConcursos.

(As imagens acima foram copiadas do link Lulu Chu.) 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

LÍNGUA PORTUGUESA: PRONOMES - COMO VEM EM CONCURSO

(FEPESE - 2026 - InvestSC - Agente Administrativo - Analista Administrativo) No trecho abaixo retirado do Texto:

“Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, as pulses têm papel relevante na alimentação e na nutrição dos brasileiros. […] Ele destacou que o governo atua para incentivar a produção […]”.

O pronome “Ele” exerce a função de:

A) pronome de tratamento que substitui formal mente o cargo de ministro.

B) pronome pessoal do caso reto que retoma, por coesão referencial, o termo “Carlos Fávaro”.

C) pronome pessoal do caso oblíquo que retoma o sujeito da oração anterior “Carlos Fávaro”. 

D) pronome relativo que introduz uma oração subordinada explicativa.

E) pronome indefinido que generaliza o referente no contexto.


Gabarito: item B, cuja explicação está em consonância com a norma culta da Língua Portuguesa Vejamos:

No trecho apresentado, o pronome "Ele":

É um pronome pessoal do caso reto, assim como eu, tu, ele(a), nós, vós, eles(as).

Está exercendo a função de sujeito do verbo "destacou".

Retoma o referente mencionado anteriormente: Carlos Fávaro.

Essa retomada de um termo já citado no texto é um mecanismo de coesão referencial, evitando a repetição do nome.

Analisemos as demais alternativas:

A) Errada. Como explicado alhures, o pronome "Ele" não é pronome de tratamento. Como já estudado aqui no blog Oficina de Ideias 54, são exemplos de pronomes de tratamento: senhor, senhora, dona, senhorita e você; Vossa Excelência; Vossa Senhoria; Vossa Magnificência; Padre; Vossa Majestade; Vossa Alteza. 


C) A banca examinadora considerou esta alternativa incorreta, talvez porque a "B" está mais completa. "Ele" tanto é pronome pessoal do caso reto, quanto do caso oblíquo. Os pronomes oblíquos se dividem em átonos: me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, os, as, se, lhes; e tônicos: mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, si, consigo, nós, conosco, vós, convosco, eles, elas, si, consigo.

D) Falsa. "Ele" não é pronome relativo. Como exemplos de pronomes relativos, temos: que, quem, cujo, onde, o(a) qual, os(as) quais, cujo(a), cujos(as) etc.

E) Incorreto.  "Ele" não é pronome indefinido. "Ele" identifica claramente o referente (Carlos Fávaro), diferentemente de um pronome indefinido, que se refere à 3ª pessoa do discurso de forma vaga, genérica (generaliza) e imprecisa. Exemplos de pronomes indefinidos: variáveis: algum/alguns, nenhum/nenhuns, todo/todos, muito/muitos, pouco/poucos, outro/outros, certo/certos, quanto/quantos, qualquer/quaisquer; invariáveis: alguém, ninguém, algo, nada, tudo, outrem, cada, quem.

Dica: Sempre que aparecer "ele", "ela", "eles" e "elas" retomando alguém ou algo já mencionado, a banca costuma cobrar:

Pronome pessoal do caso reto;

Função de coesão referencial anafórica (retoma um termo anterior).

Obs.: não colocamos o texto na íntegra porque entendemos que o fragmento apresentado possuía informações suficientemente claras para responder à questão.


Fonte: anotações pessoais, Toda Matéria  e QConcursos.

(As imagens acima foram copiadas do link Sarah Turner.)